quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Do ano que passou?

Às vezes faltam-me as palavras. Ficam lá nos confins de um lugar que não quero visitar. São roubadas por muitos sentimentos que preenchem a minha cabeça sem pedir sequer autorização. E durante estes meses que têm passado, muito morosos e ao mesmo tempo implacáveis, muitas foram as vezes em que me deixei levar, em que fiquei para trás assoberbada com o que acontecia à minha volta. Parecia uma película que ia correndo e eu era uma mera espectadora, lá ao longe, e ia vendo muitos dos que amo perderem-se no caminho, perdendo a esperança. Eu própria ia perdendo a esperança, mas parecia só um filme. Muito muito distante. Mas depois, sentada a assistir a tudo isso, começava a sentir um vazio enorme, uma escuridão que me ia envolvendo, cada vez mais, cada vez maior. E aí então, batia no fundo. Sentia o frio a chegar e percebia que também eu estava lá, a viver aquela realidade. E doía tanto, que não há palavras para descrever.
Mas uma coisa é aquilo que se sente, outra é o que se mostra aos outros. E nunca em mim viram senão positivismo e motivação. Nunca em mim tiveram senão ombros para chorar e abraços quentes e reconfortantes. Dou tudo de mim, mesmo quando não tenho nada. E continuo a acreditar que tudo, seja o que for, acontece por alguma razão. Que razão é essa, não sei, mas é precisamente isso que quero descobrir. Foi todo um batalhar, um confronto com decisões difíceis, um encontro com indecisões, um teste que fomos superando, sempre a perder a força, sempre a ganhá-la sabe-se lá vinda de onde. A fé, essa andou meia perdida algures pelo caminho, tal como nós. Mas por mais que doa, por mais que custe encontrar um rumo certo, nada é impossível. temos de nos reinventar. E mudar. Mais que nunca, e sem razão, porque dessas, temos muitas. É disso que precisamos, e não é no ano novo. É hoje. Hoje e agora, sempre juntos. 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Medo

Faltam onze dias para o estágio acabar. E sinto que ainda não fiz nada. (Aliás, não fiz mesmo.) E falta pouco mais para chegar o Natal, e depois o ano novo, e tudo assim tão depressa não pode ser. Ainda não tive tempo para respirar e já está tudo a acabar outra vez. Opa, a sério, vamos com calma. Senão daqui a pouco estou à procura de emprego e ainda mal sei o que é uma seringa. lol

Tiram-me a voz, tiram-me tudo

Não, nem é no sentido figurado. É que tagarelas como sou, ficar sem voz significa ficar um dia inteiro sem falar, sem dar as minhas opiniões (e tenho tantas!!), sem partilhar o que estou a sentir. E estou num momento muito significativo da minha vida e a modos que não me dá mesmo jeito nenhum ficar afónica. Maldito seja este frio e este vento e o ter de andar de transportes. Vá, agora devolvam-me a voz que tenho muito pra dizer. Senão começo a gritar.


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Tu

Se eu pudesse, escolhia parar o tempo só para sentir os teus olhos pousados nos meus. Ou fazia magia só para tornar a segunda em sexta, todas as semanas. Na impossibilidade, recordo os dias, as noites. Recordo-te a ti, e tudo aquilo que fazes. Os arrepios na espinha e as borboletas na barriga, os beijinhos e os pedidos de desculpa por não estares presente. Mas estás. Todos os dias e a toda a hora. 


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Venham morar cá pra casa, vá lá!!!


O tempo outra vez

Pois é, isto do tempo vai andando sem dar nas vistas. É que assim de repente, ainda ontem era Verão e agora já é quase Natal, já estou quase a ir para estágio, já tenho carta há quase um ano, já quase que passou uma vida e não dei por nada. Fui ver um filme que me pôs a pensar mais do que estava à espera. E saí de lá a saber uma coisa que já tinha percebido mas que raramente punha em prática: o tempo não volta atrás, muito menos temos uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Portanto, meus senhores, é acordar e pensar no dia, não como se fosse o último senão a gente enlouquecia e andávamos para aí feitos totós a cometer todos os erros que não cometemos, mas sim como se fosse o melhor das nossas vidas. Somente o melhor. Rir às gargalhadas perante uma adversidade, não é muito plausível eu sei, mas tentar vê-la por outro ponto de vista, fugindo ao mesmo registo de sempre, o pessimista. Ou aproveitar mesmo bem uma conversa rápida, ou responder com um sorriso, sempre. Torna tudo mais fácil, mesmo que não o seja. E é tentar levar avante, sempre com o intuito de sermos bem sucedidos, e felizes. Acima de tudo, felizes. Boa?


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Realização pessoal, ou qualquer coisa do género

Os obstáculos somos nós que os criamos. À nossa realização pessoal, digo. Somos nós, pela preguiça, pelo medo de sair da zona de conforto, pelo conformismo. Sobre o tempo já nem falo, porque esse vamos desencantá-lo em qualquer canto, e cada vez mais me convenço disso. Agora, ter vontade de criar, de reinventar e dar mais daquilo que somos, isso já é mais difícil. Achamos nós. É só uma mentalidade, um estado de espírito. E por ser só uma mentalidade e um estado de espírito, é que é bem fácil de moldar. Moldar ao nosso e ao gosto dos outros. Porque é assim que passa a fazer sentido: quando, fazendo para e pelos outros, estou a fazer para mim. 

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Yes, this is a cult

Na vida, há prioridades que se vão invertendo. Tenho que aprender a valorizar o meu curso em vez de ir madrugar para a frente do pavilhão atlântico, qual adolescente de 13 anos. Mas continuo a ter uma noite mal dormida, continuo a ter os nervos à flor da pele, mesmo quando já sei aquilo que me espera. Há coisas que não mudam, mesmo quando já se começa a tornar hábito isto de estar presente em todos os concertos. Meus senhores, continuem a voltar, que eu continuarei a estar presente. Aqui vamos nós.
 
 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

When you believe it ❤

Ultimamente não tenho tido disponibilidade mental para tomar consciência da maravilha que é esta vida. Perdemos metade do tempo do nosso dia a refilar do sono, da falta de vontade para a aula, da fome, do que temos para estudar e daquela pessoa que não gostamos mesmo nada. Queixamo-nos de tudo, e por tudo (e às vezes por nada). Mas mesmo exausta, com o mesmo sono, com a mesma fome e com a mesma quantidade de páginas para estudar, parei. Parei, sentei-me e pensei. Fiz um esforço pequenino, nem era preciso mais, e tornei claro na minha cabeça que, depois de todo o desastre, todas as nuvens no céu, talvez, venha lá, bem longe, uma pontinha de céu azul. Nada dura para sempre, nem mesmo aquilo que é mau. E tal como a remodelação desta casa onde vivo, também a nossa vida, ainda que devagar, se vai compondo aos poucos. E é isso que tenho que levar comigo para todo o lado. Esperança. Isso e todas as coisas maravilhosas que sempre tive ou que acabaram por surgir na minha vida. E mandar um gigante obrigada por tudo. Sinto-me extraordinariamente abençoada.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Olha!

Pois é! Todos me perguntam "então nunca mais escreves?", "para quando o livro?". Não me esqueci de nada, nem tem sequer a ver com falta de tempo (arranjam-se sempre uns minutos). Mas pronto, o amor faz destas coisas e desencaminha-me! Em breve, fofinhos, em breve...

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

A maior energia, é a minha!!!

Não sou diferente de ninguém. Quando o meu despertador toca às seis e picos também digo muitas asneiras e tenho vontade de fazer cair sobre ele um carrilhão de coisas passíveis de o destruir. Também tenho a tentação de me virar para o outro lado e decidir que nesse dia não vou para a faculdade. Hoje foi um dia assim, terrível. Ainda para mais com o tempo que estava quando abri a janela. Mas aquilo que me separa dos que ficam na cama, é mesmo uma força de vontade indescritível, para ir ao encontro das cadeiras fofinhas daquele laboratório, das amigas e professoras, que acabam por tornar "só mais um dia", num dia bom. E para melhorar, ainda me encho de coragem quando chego a casa para retomar as minhas corridas, que ainda há vestígios das pouquíssimas bolas de berlim e gelados que comi neste Verão. E há mais! Trezentos e cinquenta e sete livros em cima da secretária, novinhos e prontinhos a serem desfolhados e rabiscados e coiso. E a festa logo a noite, pois. Assumo, ainda só estou na terceira semana e já preciso de férias, mas está a ser extraordinário. Por tudo e por todos. Pode ser assim até chegar ao quarto ano? Vá lá, vá lá!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Smart? Por alguma razão

Não senhores, não precisam de continuar a ser uns queridos e a buzinar a torto e a direito para me avisar que as luzes do meu carro ficaram acesas. Não precisam porque o meu carro é extraordinariamente inteligente e por um período de tempo mantém tudo ligado, diz o senhor que mo vendeu que era "para a menina ver o caminho até a porta de casa". É só isto. Tenho um carro fofo e lindo e que me facilita muito a vida.

domingo, 1 de setembro de 2013

Post it



Tudo tem um sabor. E o fim do dia é delicioso.

O Verão ainda não acabou


O calor continua, os dias quentes e a praia ao final do dia, depois de um dia de trabalho junto de tantas pessoas de que se gosta também continuam. Um ritmo diferente que começa, mais apressado, mais exigente, mas que ainda assim traz tantas coisas boas, porque afinal de contas, o Verão ainda não acabou... 
Um bom mês que começa, devagarinho, e que nos faz apaixonar um bocadinho mais por esta felicidade que nos acolhe.

sábado, 31 de agosto de 2013

Right?

Podemos errar uma, duas ou até três vezes. Erramos repetidamente para ter a certeza de que não estamos a seguir o caminho certo, ou pelo menos não aquele que delineámos para nós próprios. Erramos connosco, erramos com as pessoas que escolhemos para ter ao nosso lado, erramos em variadíssimas situações. Mas há-de chegar o dia em que simplesmente deixamos de o fazer. Optamos por um caminho diferente, sem grandes expectativas para evitar iguais desilusões. Um que nos sirva naquele momento exacto, porque é daquilo que precisamos. E talvez até nos surpreendamos, talvez até sejamos mais felizes do que algumas vezes imaginámos, só porque não houve planos, não houve regras. Houve apenas um olhar, um encruzilhar de emoções que não se conseguiram conter. E foi isso que aconteceu.

domingo, 25 de agosto de 2013

Pois

Saudade|au ou a-u| 
(latim solitas, -atis, solidão)
s. f.
1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que alguém se vê privado.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013


If it's not forever
If it's just tonight
Oh, it still the greatest 


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Como é que sobrevivi?

Ainda hoje não sei muito bem, mas as pessoas adaptam-se. Posso muito bem ser a princesa cá de casa num dia e, no outro, trocar a minha cama real por uma tenda real e acampar durante uns dias longe do mundo. Foi uma adaptação rápida e fácil. Quem é que não se habitua a acordar com o sol nascente às seis e pouco da manhã? Ou jantar sentada no chão com um pôr-do-sol estrondoso? Isso, aliado a excelentes companhias, noites do melhor, tornaram aquilo que eu pensava que ia ser um tormento, nos melhores seis dias do meu verão. É estar aliada de alma e coração à natureza que nos rodeia e às amigas (odeio-as tanto) aranhas. Mas não, não há nada melhor que a água fria parar tirar o sal de um dia quente de praia, e acordar às gargalhadas com os vizinhos a gritaram com as visitas de seis patas (é que para além de nojentas entram nas tendas sem pedir!). E foi o melhor do Sudoeste para mim. Isso e os amigos Natiruts, que me surpreenderam daqui até à lua. Mas que bem. Para o ano há mais!

E é mesmo isto


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Venham mais 20, melhores ainda

É o tempo que passa sem darmos conta. São as coisas boas que surgem mesmo quando tudo à nossa volta parece o caos. É brilhar mais que toda a gente na noite que se aproxima, porque se é feliz. Muito feliz. É dar graças a Deus por tudo o que temos e que procuramos ter. Ser grato, ser feliz, contar com quem conta connosco. Dar um abraço forte, dar um beijo de despedida, dizer até já ou gostei muito de vos conhecer. É saber dar valor a um olhar escondido no meio da multidão. Dançar sozinha, abraçada, pôr os braços no ar porque temos tudo o que precisamos. Olhar para o céu e sorrir, olhar para o mar e sorrir, olhar para tudo e sorrir. Dar gargalhadas altas, sentir a água fria que cai sobre o corpo. Crescer, ver o mundo na palma da mão e agarrá-lo com força. Ainda são poucos, mas são bons. Ainda são só vinte, mas sabem a vinte mil. É tudo isto que se celebra. É o nascer, o crescer e o envelhecer. E eu gosto tanto assim.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Post it


Chegou

O melhor mês do ano. Por todas as razões e mais algumas. O Verão continua (sabe tão bem pensar que ainda tenho um mês inteirinho para aproveitar, depois de outros dois que foram excelentes), o festival mais aguardado está mesmo mesmo a chegar e... melhor, os vinte anos (vinte, vinte, vinte) estão perto de ser celebrados. Não podia estar mais feliz.


domingo, 21 de julho de 2013

E foi desta

Depois de tanto esforço, tantas horas sem dormir, ao relento, ao frio, ao sol, a derreter, depois de tanto correr para conquistar um lugar numa bela de uma primeira fila de um festival, já posso dizer que consegui. Já estive mais perto do que algum dia poderia imaginar. E não há fotografia que recorde, ou vídeo que grave aquele momento. Estava a centímetros quando o grande Jared saltou do palco e veio para junto do público. Que noite. Até Outubro. Que venha outro excelente espectáculo. 

Yes, this is a fucking cult.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um bom ano (que vai a meio)

O bom ano é que aquele que nos apresenta desafios, que esconde surpresas pouco agradáveis ao virar da esquina, que traz notícias que nos abalam, e que nos plantam mais fundo do que julgávamos ser possível. Os bons anos são aqueles em que choramos, desesperamos, sofremos. São aqueles em que temos que fazer mais esforços, lutar com mais força, dizer que não mais vezes, ser mais duros. Desistir, deixar para trás quando deixa de fazer sentido. Mas viver intensamente. Os bons anos são aqueles que nos mostram que a vida não é fácil, e que depois de tantos altos e baixos, triunfamos, e nos erguemos mais alto. São bons, porque chegamos ao fim do dia, ao fim da luta, e vencemos. E que caia sobre nós todo o mal do mundo, que continuará a não haver dúvidas: o nosso caminho é sempre em frente. Sempre juntos.

O que notamos quando paramos para pensar


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ao melhor de 2013

Estou em vésperas de partir para o resto das minhas férias, sem saber bem quando volto para casa. Mas tenho a certeza que quando voltar, podia fazer tudo de novo. 


terça-feira, 16 de julho de 2013

Dias de sorte

Parece que ontem tive um dia em cheio. Descobri que o meu carro maravilha trazia bónus: um CD do James Morrison no leitor. E que bom gosto tinham. Agradecida!

domingo, 14 de julho de 2013

Ó Verão

Gabo-me eu do prazer que nos dás, do calor que nos trazes e da felicidade que nos fazes sentir e é assim que retribuis? Com dias escuros, cinzentos e pouco simpáticos? É bom que te deixes de tretas. Sabes perfeitamente que não é isso que nos impede de fazer as mesmas festas, de mergulhar na mesma piscina e de aproveitar os dias até à última gota. Mas se mandasses vir o calor, eras o maior. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Avó

Chamas por mim. Chamas por mim e a tua voz ecoa através do vento até mim. Chamas por mim para partilharmos mais dos nossos momentos. Tenho uma saudade que me rói o peito quando penso em ti, que estás tão longe. Penso em ti e na paciência de santa que tens para me aturar, a mim e aos meus caprichos. Penso em ti com o carinho que sempre me retribuíste, como se fosse tua filha, para além de tua neta. E a saudade que dói quando penso que podes desaparecer a qualquer instante, sem pré-avisos, sem preparação, sem nada. E quero correr os tantos quilómetros que nos separam para partilhar mais noites de verão contigo, para rir à gargalhada com as nossas conversas, para te mostrar o quão importante és para mim. Nunca hás-de  ler isto, mas eu sei que o sabes, no fundo do teu coração gigante. Podes estar longe demais, mas sei que me levas sempre contigo. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Ouviram falar?

Ouviram falar nos dias quentes, na pele morena, nos fins de dia na praia, nas noites com o cabelo ao vento, nos cafés com amigas, nas noites com amigas, no cinema com amigas? É disto que o meu verão é feito. De calor, sol, de dormir destapada e sem jeito, de mergulhar no mar gelado depois de fazer exercício, de bolas de berlim. Do bom e do melhor que o nosso país lindo tem para nos oferecer. E já em breve parto para o Sul, para reviver a minha infância, que lá foi deixando memórias. E que bem que vai saber.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

O melhor da vida


Acreditas?

Eu até que acredito no destino, em coisas que acontecem sem razão aparente ou por qualquer razão especial. Acredito porque gosto de acreditar, em todos os sentidos e circunstâncias. Mas também acredito muito em probabilidades, mesmo aquelas ínfimas. Acredito porque já ganhei dinheiro com as lotarias, ou até por já me ter cruzado com alguém onde nunca pensei que seria possível. Por isso acredito que nos tenhamos cruzado, não pelo destino, mas porque somos da mesma cidade e frequentamos os mesmos locais. Não me venhas cá com histórias que isto estava meant to be que eu não vou nessa conversa. E sabes porquê? Porque já deixei de acreditar.

domingo, 16 de junho de 2013

Surprise surprise

E quem não gosta de surpresas? Daquelas que nos deixam de boca aberta, e com o coração a mil porque fomos enganadas de uma forma inimaginável? Ora pois, tudo tem a sua graça, mas vamos lá com calma. Esta daqui deste lado também acha certa piada a surpresas, quando são bem feitas. Porque se é para fazer as coisas meio a brincar então não vale a pena, só dá trabalho e chateia uma pessoa. E estou com esta conversa porque as criaturas inteligentes e queridas cá de casa (leia-se pais) queriam muito ter sido bem sucedidas naquela que, digo já, podia ter sido a melhor surpresa que algum dia alguém me faria. Mas, claaaaro, não resultou. E porquê? Porque eu sou uma pessoa extremamente desconfiada, de tudo e de todos, e à mínima, pequeníssima e quase inexistente incongruência, ou ainda ao ligeiro tremor de voz ou piscar de olhos, eu fico tipo Sherlock Holmes. É verdade. Mas pior que isso, e nada discreto, é eu ver suas excelências a sair de casa no carro do pai, quando supostamente cada um estava no seu trabalho maravilhoso. Ui. Espera lá, não vi mal não. E segundos depois, eu que não espero por nada, faço uma chamada.
"Tou mãe! Então estás onde?"
"Ah estou aqui na reunião na escola"
"E foste a pé?" - Estava parada, de frente para o belo carro da minha querida mãe, estacionado à porta de casa.
"A pé? Não, vim de carro."
"Ah sim, então e porque é que eu o estou a ver aqui?"
"O meu carro????? (com voz teatral) ahhhhhh não pode ser, deve ser outro qualquer!"
"Está bem. Adeus". (não foi bem assim que respondi, mas também não interessa para nada)
E claro, em estado super alerta, a deitar fumo por todos os lados, fiz trinta por uma linha até que os queridos chegaram a casa e viram as minhas malas à porta, pronta para me ir embora. E sim, desmancharam-se em risos e eu feita tolinha sem compreender. E afinal era só um carro que me iam comprar. 
E o que é que podem concluir daqui? Ou são estupendos a representar e a mentir e sei lá mais o quê ou então esqueçam. Comigo, surpresas, não. Entendidos?

Das coisas da vida

Não é só estar de férias. Não é só ter chegado ao fim do ano lectivo. Não é só isso e por outro lado é tudo isso. Mas para mim, sem querer ser mal interpretada, não é uma grande vitória chegar ao final do primeiro ano e ter umas férias de verão que se parecem com as que tinha quando andava na pré-primária. Não é, porque a minha grande vitória, aquela que doeu, que pesou, foi há um ano atrás, quando, depois de tanto batalhar e me esfolar no chão para ter grandes resultados, consegui o meu pequeno momento de descanso, que antecedia um segundo ano igualmente puxado. Há um ano, quando estava a começar o meu curso, o meu futuro, longe de tudo e de todos, aí sim, soube que era uma grande vitória, uma vitória como muitos nunca vão poder saborear. Aqui não. É só mais do mesmo, sem grande motivação e excesso de tempo livre que não me valeu de quase nada. Sem motivação, sem ver os meus bons resultados a serem reconhecidos, longe de uma vida que construí lá. Há um ano, se tivesse tomado outra decisão, estaria agora a ingressar para o terceiro ano, e não tarda a terminar. Mas fiz outra escolha e estou agora mais do que ansiosa para ir para o segundo ano. Não, não sou louca. Mas a sensação de estancar, parar, repetir, fazer tudo sem ser novidade, não é cá coisa que combine muito comigo. E é por isso que quero muito muito que o Verão seja excelente, mas que passe rapidinho!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dias grandes e grandes dias

No passado Domingo, acordei à espera de um dia normal, sem grandes desvios aos meus planos habituais. Mas não é que depois de uma bela manhã de estudo, de andar a pintar muros na casa de férias e de apanhar um belo de um sol, à vinda para Lisboa alguém naquela família teve a brilhante ideia de ir dar uma volta pela Feira do Livro, no Parque Eduardo VII. Diga-se de passagem que com o calor maravilhoso o pessoal decidiu sair todo da Costa e vir ver e ler umas coisas interessantes, portanto não estava lá mesmo ninguém. A parte boa veio depois, quando tive a honra de conhecer e receber um livro autografado pelo Luis Sepúlveda, e, depois de uns belos pares de minutos (talvez horas) à espera, quando me sentei à mesa com o meu estimado José Luís Peixoto, que me disse e escreveu umas quantas palavras amigas. Para surpresa minha, não pude ir embora sem ter duas boas notícias. A primeira, foi saber que a querida Margarida Fonseca Santos (que gere este sítio lindo lindo, onde costumo escrever) também se encontrava lá, para um dedo de conversa. Não hesitei e fui ao encontro de uma das pessoas que mais me tem estimulado a escrever, mesmo sem saber. A segunda boa notícia, foi ela que ma deu: uma das minhas pequenas histórias do blogue vai passar na Rádio SIM (102.2 FM) no dia 10 de Junho pelas 16h30. Não havia, de todo, maneira melhor de acabar o dia e o fim de semana. Pequenos pormenores que enchem o coração.

Para que conste

Estou oficialmente de férias, e com um simpático escaldão nas costas. Com o segundo semestre terminado (finalmente) já me posso lançar com unhas e dentes aos dias fantásticos (que ainda estão para vir) de praia, de piscina, à grande aventura de escrita, aos santos, às festas com as amigas e a um Verão longo, durante o qual vou restabelecer todas as minhas energias para continuar o segundo ano do curso. Siga! Não tarda estamos no Natal!


sábado, 18 de maio de 2013

E que venha uma grande noite

Aguardo uma noite maravilhosa, junto das amigas e amigos e espero, seriamente, que não a estragues, querida chuva!
Atentamente.
Eu.

domingo, 12 de maio de 2013

E está quase

Hoje consegui conciliar uma bela manhã de praia com uma bela tarde de estudo. E eu a pensar que não funcionava. E amanhã os belos vinte e nove graus vão alegrar muito o meu dia, mesmo que tenha que fazer um último esforço para uma última frequência. E está demasiado perto, o meu verão... meu querido verão.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

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Isto sou eu a morrer de desespero por ter estudado para Bioética como se não houvesse amanhã e a frequência era uma perfeita estupidez. E também sou eu a desesperar com o estudo de Investigação. A sério! Como é que se estuda para isto? Help! Preciso mesmo mesmo de férias... 

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Be nice!


Parabéns Avó

Hoje é o teu dia. Tenho quase a certeza que não tens qualquer noção disso, o teu cérebro colapsa a cada dia que passa e ficas cada vez mais longe desta realidade, que também costumava ser a tua. Nós ainda cá estamos, apercebemo-nos e compreendemo-nos. Tu não. Mas hoje é o teu dia. Já passaram mais de oitenta anos, mas mesmo quando não vemos grandes e boas razões para festejar, porque não existem, não podemos deixar de aproveitar o dia da melhor maneira, seja qual for a circunstância ou idade. Hoje é o teu dia. E lá no fundo, bem no fundo, pode ser que ainda exista alguma força com vontade de brilhar.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Escrever mais

E a vocês, pessoas que escrevem, não vos acontece como a mim, que depois de andar a vasculhar no baú daquilo que escrevo, encontro pedaços perdidos de pequenos ou grandes textos, que quando os vou ler só penso, oh jesus, fui eu que escrevi isto? Não por estar mauzinho mauzinho, mas por até considerar que dava o início de uma bela história?
É nisso que vou apostar hoje. Encontrei este amigo e vou dar-lhe um bocadinho de vida.

O dia estava extraordinariamente quente. Abri a janela do quarto, para que o sol entrasse, desinibido. Mas antes de sair deixei-me ficar ali por momentos, a olhar o pouco de paz que ainda fazia parte da minha vida. Sempre gostara daquela casa. Arejada e cheia de sol, não dava vontade de coisa nenhuma a não ser ficar de manhã à noite sentada no baloiço a apreciar as árvores e borboletas que se deixavam embalar pela delicia do tempo. Era uma boa casa. Evocava tantas e tão boas memórias, a cada canto encontrava uma história de embalar.  Era uma casa que nunca perderia o seu brilho, por muito longe que estivessem todas as suas razões para brilhar.
Ia ter saudades de tudo isto. Ia ter saudades da roupa estendida de árvore a árvore, ia ter saudades do baloiço que já pertencera à infância da minha mãe, ia ter saudades de fugir das abelhas pelo meio do mato e voltar a chorar porque me tinha cortado no meio das flores campestres. Ia sentir saudades dos finais de tarde passados ao colo da minha mãe, no meio de tanta vegetação a ouvir uma história de encantar. Vou sentir saudades de tudo. Fechei a janela para que o quarto se mantivesse fresco. Fechei a janela para manter presas naquela casa todas as vidas que por ali se esfumaram.

Ai que delícia!!


Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum

Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse"
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro

Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande incerteza de não estar certa de nada

AQUI

Post it


Não me canso de dizer

Que é uma delícia, faz disparar o meu coração a mil e enche-me de felicidade receber um elogio aos meus trabalhos de escrita criativa, de uma escritora que admiro muito. Faz-me ganhar os dias, as noites e as semanas todas. É uma coisa tão simples, mas que me dá tanta coragem para continuar e ir mais longe. Obrigada, do fundo do coração.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Yes, please


É o sol

Fazendo bem as contas, faltam uns modestos trinta dias para poder usufruir verdadeiramente deste Verão que já se fez notar. Já nem penso nos três trabalhos nem nas três frequências que faltam. Penso nos biquínis novos que tenho para estrear, nas férias com as amigas lindas do coração, no festival de verão que vai valer todos os cêntimos, na corrida colorida que vai ser estonteante, na festa maravilha dos vinte anos e nos milhares de planos que ainda estão para vir. Se fosse sempre assim, todos os anos lectivos, até era mais giro.



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cada vez mais acredito nisto

BE CAREFUL WHAT YOU WISH FOR CAUSE YOU JUST MIGHT GET IT

Pormenores

Esta semana (que terminou finalmente) tive a oportunidade de dar início a uma nova parte da minha vida. O voluntariado semanal, como sempre quis fazer: ter um compromisso, ter alguém que pode contar comigo e com a minha excessiva disponibilidade. Não era exactamente aquilo que projectava fazer mas quando temos uma oportunidade há que agarrá-la com força. O melhor há-de vir com o tempo. E foi o meu ponto alto da semana. Conheci pessoas novas, umas mais velhas, outras da mesma idade, umas que estavam ali em circunstâncias completamente diferentes das minhas mas gostei de sentir que todos trabalhávamos para um bem comum. E é gratificante ;)

Post it


O mundo é mesmo muito pequeno

Mas dentro desse seu tamanho de ervilha ainda me consegue enganar. Não é que acabo de descobrir que um dos meus melhores amigos de infância, daqueles que deixamos de ver mal saímos da escolinha, está agora na mesma Universidade que eu? E não, a Católica com o seu tamanho monstruoso nunca me permitiu que me cruzasse com ele. Ora diabos. Vamos já resolver isso!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Ao post anterior

"Não é que tenha medo de morrer, só não quero lá estar quando acontecer!" Woody Allen
Está de morte! Ahahah

O negro num dia de sol

Quantas não são as vezes em que damos por nós, pela nossa cabeça, a vaguear por locais incertos, duvidosos, a propor realidades que ainda não aconteceram mas que um dia, certamente, irão acontecer? Quantas vezes não dou por mim a pensar na morte de quem me é mais próximo, a tentar vislumbrar o que ia sentir, o que ia ser capaz, ou não, de fazer, conseguiria seguir em frente, ficaria ou não presa ao passado. São pensamentos assombrosos que acho que ao pensar neles me torno cada vez mais apta e que quando realmente acontecer já vou estar preparada. Ah ah ah. Or not. Uma coisa é aquilo que pensamos, ou que achamos que pensamos. Tentar compreender a dor, a angústia, o vazio, a perda, não é como pensar nas próximas férias de verão. Não podemos treinar os nossos sentimentos para que doa menos, ou até para que sejamos capazes de não sentir, tão vividamente. Por um lado era bom que assim fosse, mas logo que penso nisto, repenso, para concluir que o despair  faz parte do nosso processo de desenvolvimento, que é e vai sempre ser contínuo. O melhor é mesmo não pensar. Pelo menos enquanto podemos aproveitar e valorizar o que temos de bom. E que é muito.

Vou só ali


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Always wear your invisible ♛

Gosto muito mais, mas mil vezes, de quem não mostra tudo o que é nem dá tudo o que tem. Pessoas transparentes, que acham que isto da vida é uma ingenuidade e muito simples, perdem todo o pouco interesse que, possivelmente, teriam lá bem escondido. Gosto de quem dá luta, de quem ergue barreiras para que as possamos ultrapassar. Damos mais valor à relação e esforçamo-nos por merecer confiança. E pelo menos assim, sabendo que tenho amigas que partilham a minha opinião e personalidade, já não me sinto tão sozinha ;)

domingo, 14 de abril de 2013

A nós

Um brinde de Porto a nós, porque a cada dia que passa nos tornamos melhores juntas, grandes amigas mas sempre cada uma com a sua, que assim é que tem graça. Um brinde a nós por tudo aquilo que já foi e ao que demais virá, porque somos fortes, e vamos continuar a crescer a cada dia que passa. Um brinde a tudo aquilo que mais nos une, às demais semelhanças, que aprendemos a reparar, às diferenças, que tornam as nossas discussões tão fantásticas, às nossas noites, e dias e tardes de honestidade, em que não deixamos nada por dizer, a tudo aquilo que nos torna aquilo que os outros vêm, ou acham que vêm. Brindem, seja com o belo do Porto, com a vinhaça rasca, ou uma garrafinha de água. Mas brindemos, porque o amanhã vai lá estar à espera, e que bem que nos sabe enfrentá-lo de frente. 

GG. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Porquê?

Expliquem-se só porque é que de repente cai tudo em cima de mim? Lembraram-se todos "ah, é Abril, 'bora meter conversa com a Inês". É que sinceramente, não há paciência para lidar com as vossas alminhas e com as vossas mil e uma personalidades-que-precisam-de-atenção. Deve-me ter escapado a parte do horóscopo em que disseram "vai conhecer muitas pessoas e algumas vão voltar do seu passado... e atenção, podem ser a sua alma gémea". Não. Menos. Muito menos.

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Correr

Na semana passada, com a chuva torrencial de manhã, não fui correr. Ao final da tarde já estava um sol deslumbrante, mas disfarçado. Não quis nem saber. E claro, mal pus um pé na pista, o que aconteceu? Isso, chuva torrencial. Mas não parei. E nada me soube melhor em toda a semana, ainda por cima sei que é por um bem maior. 


domingo, 7 de abril de 2013

Ler cautelosamente e com mente aberta

Há certas coisas que me tiram do sério. E depois há outras que me põe completamente fora de mim, nomeadamente este país! Já era incrivelmente perturbador saber como funcionava o nosso sistema de saúde, mas pior, e o que me choca ainda mais, é ver determinadas criaturas como esta tal fulana a que muitos chamam Exma Srª Dra. com que me cruzei hoje, a comportar-se como se o curso que tivesse tirado lhe conferisse alguma soberania, ou um belo de um pedestal, ou até que lhe desse o poder e, quiçá, legitimidade para agir com verdadeira arrogância e desprezo perante o doente que tem à frente e que, por acaso, era meu familiar. Já para não referir o pequeno pormenor de estar empregada numa das instituições privadas mais conceituadas de Lisboa. Queria lá ela saber o nome, ou qual tinha sido o diagnóstico anterior. O que ela gostou mesmo foi de ter a trombinha colada ao computador durante a consulta e criticar o outro serviço por ter administrado e receitado um antibiótico para tratar uma infecção renal. Qualquer indivíduo minimamente capaz, compreenderia que alguma coisa não estava a bater certo ali. E dar-se ao trabalho de fazer perguntas, fazer um exame físico, perguntar pela dor, ui e sujar as mãos? Deus me livre! Fica sentada na cadeirinha que aí é que estás bem! E a indignação de quando, por lapso e com a pressa de sair de casa, nos esquecemos de levar as análises? Caiu o Carmo e a Trindade àquela pobre senhora. Mas infelizmente e mais  vergonhoso ainda são as figuras que os meus queridos colegas enfermeiros, Deus-queira-que-não-faça-estágio-com-gente-desta, na hora de dar a pica para tirar o sangue, o que eles mais queriam saber não era do objecto (leia-se pessoa) que lá estava sentada. Muito mais giro era a nova música da Pink com o gajo dos Fun e o não-acredito-que-não-ouviste-ainda-é-bué-fixe. Pode não ser o mundo ideal. Não é de todo. Mas também não é o mundo real. Há alguma coisa muito errada com toda a esta gente e de uma geração muito anterior à minha. As minhas queixas não vão mudar nada? Pois não, nem sequer vão sair deste modesto blog, mas é triste e apresento aqui as minhas lamentações de que quem esteja à frente dos nossos hospitais, dos nossos serviços de saúde, a cuidar da nossa sociedade, sejam pessoas medíocres e incompetentes como estas. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Segunda casa

Para os mais curiosos, e para todos os outros aqueles que já sabem, aqui fica um outro pedaço daquilo que eu faço. Hope you like it 


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Estudar tem destas coisas

Madeleine Leininger, uma famosa teórica de Enfermagem, define pessoa como o ser cultural que sobreviveu ao tempo e ao espaço. E eu a pensar que ser pessoa era mais que isto.

terça-feira, 2 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Abril

Venham as águas mil, uma pessoa até que já se habitou. Venha o dia das mentiras. Venham as frequências e os trabalhos. Venha o ter que ir para a faculdade todos os dias. Venha o que vier. Mas por favor, que venha também mais tempo para a escrita e para o piano, que venha o voluntariado e uma bela de uma viagem ao norte de Portugal, e um part-time, já agora. E bons momentos. Daqueles que nos fazem suspirar quando chegamos ao fim do dia. Tenham um bom mês.


domingo, 31 de março de 2013

Ouviste?

Ouviste a chuva lá fora, de noite? Sentiste cada gota a embater na janela, desfeita? Ouviste cada gota a cair, uma depois da outra, vinda de longe, a quebrar o silêncio da tua noite? Sentiste o calor que o som da chuva provocou, a escorrer no chão lá fora enquanto tu estavas a tentar adormecer? E quando pensavas que tinha parado, sentiste o arrepio na espinha quando as gotas, desfeitas, foram ao encontro da tua janela? Ou não ouviste a chuva lá fora? Estarias demasiado absorto nos teus pensamentos e ilusões para a ouvir?
Eu ouvi. Gota por gota, a cair, todas de seguida, a fazer um barulho frio, mas reconfortante. Embalaram a minha noite. Ouvi todas as gotas. Uma por uma. Foi o início da minha primavera.




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quinta-feira, 28 de março de 2013

Chegou a Primavera

Pode não parecer, mas pelo menos neste blog a primavera acabou de chegar (com algum atraso, mas chegou), e para ficar. A chuva que se dane, que vá dar uma grande volta. Cá estaremos nós, a improvisar uns belos dias de sol, mesmo que eles teimem em não aparecer. E as boas novidades também vêm a caminho 


segunda-feira, 18 de março de 2013

Só queria

Só queria poder desligar-me do mundo, da correria constante, dos gritos, dos barulhos, do pó, das dores, das mil coisas que tenho para fazer. Só queria fechar os olhos e sentir o que não tenho espaço nem tempo para sentir, poder parar por cinco minutos como faço quando leio uma página de um livro que gosto muito. Só queria cinco minutos. Só. Respirar fundo. Inspirar. Expirar. Não pensar em nada, afastar tudo para bem longe de mim. E então aí sim, voltava. Para o meu tumultuoso dia-a-dia.

domingo, 17 de março de 2013

Menos um na lista

Depois de uma semana daquelas de arrancar cabelos, cansativa que só ela, cheia de trabalho e aulas extra, nada melhor que terminar com as ideias todas organizadas, trabalhos orientados, uma massagem de velas relaxante como nunca pensei ser possível, e malas feitas para partir rumo a uma das minhas cidades preferidas, e a uns dos países mais expressivos e apaixonantes de sempre. Guardo o muito que ainda tenho por fazer numa gaveta, pendente, porque está na hora de ir conhecer o novo Papa. Prometo trazer muitas fotografias, uma boa história para contar e muitas, muuuitas boas memórias. 
See you soon 


quinta-feira, 14 de março de 2013

Hurt

Fui ensinada a valorizar tudo o que tenho e sempre tive, a apreciar todos aqueles que tenho junto a mim. Foi assim que aprendi em casa, na escola, na catequese, com amigos, com outros não tão amigos. Mas aprendi. Mas há dias e dias, e em muitos deles desprezei muito daquilo que me faz verdadeiramente feliz, ignorei o conforto que algumas pessoas me davam, recusei, pura e simplesmente, oportunidades para dar ao tempo o seu devido valor. E foram muitas as vezes que, infelizmente, percebi o quão errada estava, e como o tempo era fugaz, e que se não aproveitasse como devia, quem ficava a perder era eu.
Não sei se será da idade, das experiências, de todos os que perdi ao longo deste duro caminho, mas o que é certo é que aprendi a gerir tudo de uma maneira diferente, de uma maneira que me permitisse usufruir das pequenas coisas, mesmo as mais insignificantes, porque às vezes é tudo o que temos. Não espero por oportunidades especiais para dizer o que está certo e não ignoro, de todo, coisas que me perturbem e me tornem ainda mais confusa. Encaro tudo de frente, o bom e o mau. Mas a perda, continuo sem conseguir vivê-la da forma como queria, ou como seria suposto viver, do meu ponto de vista. De uma dia para o outro, o que é, deixa de ser, o que está, deixa de estar. E ficamos nós, meios abalados e suspensos neste mundo, abatidos com a realidade que foge de nós como se não a conseguíssemos alcançar na nossa corrida diária. E é duro. É duro olhar para ontem, ver que estava tudo bem e que hoje aquilo que conhecemos deu uma volta de trezentos e sessenta graus, vezes dois, mas não ficou no mesmo lugar. Tenho medo, um medo terrível da perda daquilo que me é mais querido. E ultimamente, não sei se pelo contacto mais presente desta realidade, tenho dado o devido valor a quem o merece, e nunca mas nunca me esqueço de dizer ou demonstrar o que sinto por quem está comigo. Muitas vezes sai da boca para fora porque parece pertinente, mas a vida são mesmo só dois dias. E temos que dar tudo de nós, sermos tudo o que queremos, vivermos o sonho. Porque amanhã... who knows about tomorrow.

quinta-feira, 7 de março de 2013

terça-feira, 5 de março de 2013

Podia ter ficado surpreendida, mas não. Já seria de esperar que o passado voltasse a irromper no teu dia-a-dia, como sempre quiseste. Portanto para quê fingir que é tudo uma grande novidade? Mais vale aproveitar porque nada dura para sempre. 


segunda-feira, 4 de março de 2013

Give everything

Começa o mês de Março e com ele um avalanche de trabalhos, metidos uns atrás dos outros, semanas com poucos minutos para respirar fundo, com umas férias metidas pelo meio que não vão saber a nada. Mas vendo bem as coisas, é menos um mês de contagem até às férias. Manter o lema de que é para fazer tudo e bem feito, para o verão chegar mais rápido, que faz muita falta.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Dos desafios

De todos os cantos do mundo, trouxe aquilo que me pertencia. Procurei e cravei na alma as memórias de uma vida. O cheiro, o mar salgado, a procura pela liberdade, os pés descalços na areia quente. Perdi-me nessa vontade insaciável de ir mais além, mais longe de mim mesma. Sobrava o mundo, e dele, queria tudo. A luz, o medo, a cor, o frio da brisa de quem vive livre. Tudo o que tinha fugido do céu.

Venha ele

Um dos melhores meses do ano


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Dos dias planeados

Ou se faz ou não se faz. Agora andar cá a combinar coisas maravilhosas, sair de casa, ir dar uma volta com as amigas para depois ser traída por esta tempestade, por favor, não há cá quem aguente! Eu, que até não desgosto de chuva, não fico por-aí-além de incomodada, e até ambiciono morar em Londres por alguns períodos da minha vida, já estou mais que cheia de abrir todos os dias a janela e ver chuva, andar a conduzir de um lado e para o outro, com chuva. Levem-na para longe, por favor. E tragam o meu sol.
E por causa dela, hoje fico pelo não se faz.




Inspiration


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Procura-se, urgente


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Às vezes era mais fácil estalarmos os dedos para fazer tudo à nossa volta desaparecer. Fazer do mau, bom, fazer do insubstituível, passado. Era mais fácil sermos despegados das coisas, das pessoas, não sentirmos. Era fácil decidirmos que hoje as lágrimas se trocavam por sorrisos. Era tão bom sabermos seguir em frente, tomar novas e acertadas decisões. Era bom que fosse fácil dar uma volta de trezentos e sessenta graus, vezes dois. Mas não é. Graças a Deus que não é. 

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Era o que merecias

Estou prestes a esganar através do meu computador a senhora que acabou de comprar as últimas calças brancas acetinadas da ZARA que estavam à venda online. Eram as últimas. É bom que não te sirvam para teres que as devolver.