Já Saramago disse, tão certo, que o Sorriso é uma manifestação de sabedoria profunda.
Estarei eu tão sábia assim, então?
Tu conheces o meu sorriso. E melhor ainda, conheces tudo o que nele está subentendido, não é meu amor?
"Porque sorris tanto assim?"
"Porque sou feliz"
És a minha razão. É por ti que demonstro a minha felicidade, não num sorriso, mas no sorriso.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Pequena flor

Colhi-te... tal como diz aquela música. Colhi-te e agora és minha. Vou estimar-te, vou amar-te como se fosses a coisa mais importante no meu mundo. E depois, vou adormecer todos os dias a olhar para ti. Deste modo, nunca vais morrer para mim, mesmo que seques e que fiques feia e estragada. Vou olhar para ti sempre da mesma maneira. Da mesma exacta maneira que olhei quando te vi pela primeira vez. Minha pequena flor. Agora és minha.
domingo, 13 de junho de 2010
ithurtsomuch

"Não fico triste, nem chateada, nem confusa, nem destruida... mas fico estranhamente abalada... com lágrimas nos olhos, sempre que (...) "
Eu também. Acontece exactamente a mesma coisa comigo. Não me perguntes porque razão. O que é certo é que eu não fiz parte desse teu passado e o que já está escrito ninguém pode mudar. E dói. Dói bastante saber que tanta felicidade te foi 'tirada', ou simplesmente desapareceu e que tu, ao quereres que regresse, tentas conjugar o que 'era' com o que 'é'. E isso para mim não resulta. Não. Dói. Imenso. Nunca te vou dizer para esqueceres. Mas não me peças tu a mim para me adequar a isso. Não vou.. não consigo.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Flashback
Por vezes escrevo coisas que não sinto. Tantas vezes que isso já aconteceu. Mas não é a isso que me quero referir. Não hoje. Hoje quero dar uma importância especial... ou melhor, quero dar a importância que tive medo de dar, às coisas verdadeiras. Àquilo que nos faz pensar que a vida, realmente, vale a pena. Tudo o que nos fez crescer, tudo o que nos acompanhou e ainda acompanha, naquela longa jornada (called life). Tu foste parte do passado. E és parte do meu presente. Hoje apercebi-me disso nos momentos em que fiquei, estupidamente, a olhar para aquele pacote de açucar que dizia "Um dia diz que me amas baby, e beija-me outra vez". E é só isto. Obrigada.
"For where I lay, it's you I keep"
Words @

Com palavras que não existem, sei amar-te. Sei olhar-te nos olhos e dizer coisas mesmo sem falar. Sei chegar mais perto de ti com todas as cartas que te escrevo, diariamente, repletas de palavras que muitas vezes não te sei dizer… palavras que são, maioritariamente, insubstituíveis e necessárias… palavras realmente verdadeiras, que representam na perfeição aquilo que eu sinto por ti, mas que ainda assim o descrevam de uma maneira muito pouco fiel.
Quero fazer parte de ti. Quero fazer parte de ti tal como as palavras fazem parte do tempo intemporal… Quero, tal como as palavras, perder-me (em ti) sem retorno. Quero deixar-me levar longe, contigo e por ti. Quero fugir com as palavras que deixei por dizer, porque há palavras que devem permanecer apenas palavras. Quero poder escrever, com palavras eternas, que te amo. Amar de verdade. Quero ser ‘tu e eu’ eternamente.
Um beijo sincero.
Quero fazer parte de ti. Quero fazer parte de ti tal como as palavras fazem parte do tempo intemporal… Quero, tal como as palavras, perder-me (em ti) sem retorno. Quero deixar-me levar longe, contigo e por ti. Quero fugir com as palavras que deixei por dizer, porque há palavras que devem permanecer apenas palavras. Quero poder escrever, com palavras eternas, que te amo. Amar de verdade. Quero ser ‘tu e eu’ eternamente.
Um beijo sincero.
terça-feira, 30 de março de 2010
Começo - long journey

Houve um crescimento. Um crescimento no sentido em que passei a ver tudo de uma maneira diferente ou simplesmente a ver. Mudou muita coisa, muita coisa mesmo. E era disto que eu precisava, de mudança. De novos desafios, embora muita gente diga que eu fujo deles, como se tivesse medo de enfrentar os obstáculos que se interpõem no caminho. E eu quero enfrentá-los. Não só a eles como a tudo o resto que estiver por trás. Jurei a mim mesma que ia pensar mais antes de agir e nem tenho outra coisa em mente senão isso. Vou pensar, repensar, adquirir todas as dúvidas que aparecerem. Vou questioná-las, vou enfrentá-las. Vou vencê-las, se não acontecer o contrário... porque sim, há dúvidas que nos levam a um caminho melhor, mais correcto. Hoje, sei que fiz muitas coisas sem pensar, agi no momento. Por isso, como ainda não é tarde (nunca é tarde), vou pensar no que já está feito. Se houver alguma coisa para alterar, altera-se. Com (muito) esforço. Mas ainda que tenham sido acções precipitadas, estão-me a fazer muito feliz, por isso duvido que tenha que haver alguma alteração. Um ajuste, talvez. Alteração, só para melhor... mas até isso é difícil :)
Ela vai mudar, seja de que maneira for, pra melhor. E vão ver que vão gostar tanto dela como gostavam dantes, porque há coisas que NUNCA mudam, sem dúvidas!
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Turbilhão
"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, mas desistir daquilo que mais se ama. Eu desisti. Não por não ter coragem de lutar, mas sim por não ter mais condições para sofrer." B.M.
ainda não desisti. ainda.
às vezes a vida prega-nos rasteiras. faz-nos compreender que aquilo que pensávamos estar bem, na realidade, está um verdadeiro inferno. até pode ser uma frase feita, mas nunca pensamos que nos podia vir a acontecer a nós. a verdade é que quando acontece com os outros conseguimos olhar para tudo da maneira mais simples, resolver problemas como quem estala os dedos, arranjar soluções para coisas que, agora, custam a crer terem qualquer tipo de saída.foi ou é exactamente isso que me está a acontecer. parece um turbilhão que tende a arrastar cada vez mais coisas com ele. todos os dias mais um pedaço de (in)felicidade me é arrancada.há alturas em que ergo a cabeça e digo que vou ser capaz de superar, porque tenho quem me suporte, tenho o meu próprio muro ao meu lado. mas noutros momentos esse muro parece feito de areia e cada vez que me apoio nele, ele desfaz-se e deixa-me cair para junto do que estava a tentar esquecer. e aí recomeça, tudo de novo. bem sei que não sou nem a primeira nem a última a ter 'vida'. porque é realmente disso que se trata. não há coisas perfeitas. se houve, foram ilusões. fraudes autênticas. e é delas que eu não me consigo desprender. fui estúpida ao ponto de achar a minha vida um esplendor, ainda há pouco mais de 3 meses. agora, parece que estou no fundo de um poço, pronta para me deixar afogar, para ver se todos os problemas se dilatam. mas e depois? não tenho respostas e às vezes nem sei que perguntas faço a quem me quer ouvir. mas que custa, custa. tenho quem me oiça, quem me compreenda e até quem esteja a passar por coisas semelhantes. mas não há ninguém que seja capaz de me fazer esquecer o que estou a sentir neste momento. ninguém sabe, ninguém imagina sequer. e depois não sou só eu. são todos à minha volta, sofro com a dor das pessoas que me rodeiam e por quem eu tenho estima. sofro por mim, para mim. se fosse numa outra era, talvez resolvesse as minhas coisas à minha maneira. mas isso já não resulta. a dor já não é só psicológica nem física. é mais que isso, transcendente.e o pior de tudo, o pior, é o que diz uma amiga minha. temos que ter sempre uma merda de um sorriso na cara, temos sempre de levar as outras pessoas a pensar que estamos extraordinariamente bem, e que nunca estivemos melhor. somos falsas connosco e com quem está à nossa volta. à típica pergunta do 'então, tudo bem?' respondemos sempre com o melhor sorriso, 'sim, claro'... quando não passa tudo de uma mentira. é difícil ter reacção à volta de gente superficial que se preocupa com o mais banal possível, como uma camisa branca. o que é isto meu? a sério. uma pessoa é levada ao extremo, e as vezes rebenta, chora, implora por uma saída. mas depois fica sempre no mesmo turbilhão.
o que vamos fazer, de que maneira? Boa pergunta.
"LIFE SUCKS AND THEN YOU DIE" não é pra isto que eu cá estou.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Não é o fim
There isn't any chance I may change my mind, so we may be like ashes and wine @
Razões para lutar? Há imensas. Mas desta vez sou eu que não quero. Já por muitas outras ocasiões me lancei para muita coisa, só por saber que era o que tu precisavas, o que tu querias. Só por saber que era eu que te completava, que era eu quem tu precisavas, e ainda precisas. Mas não podemos ver para sempre as coisas dessa forma. Dei muito de mim por ti, acredita. Mas quem sabe, eu me tenha realmente apercebido que tu não aproveitavas nada disso da melhor maneira. E agora pergunto, preocupavas-te com a maneira como me sentia quando a conclusão ficava exposta? Não me parece. Por muito que custe, às vezes temos de ter a capacidade para dizer 'já chega'. "it's just a shame to let you walk away" - acredita. Ainda por cima ao saber que foi por ti que fiz e dei muito daquilo que não estava disposta a fazer e a dar por outro qualquer. Sem qualquer dúvida, sou tua. Hei-de sê-lo sempre, por razões óbvias. Mas é à minha maneira que isso vai acontecer. Acabaram-se as oportunidades. Acabaram-se as tentativas. Acabou. Ponto. É duro, eu sei. Mas como sabes, não é o fim. Parece que tenho um gosto particular em deixar coisas inacabadas, pra depois voltar atrás. Sou uma cobarde. E vai ser mais que óbvio que um dia fico agarrada às minhas próprias certezas, e então aí vou repensar tudo o que já pensei até agora. Mas por enquanto vou deixar-me andar. E é por não conseguir deixar nada finalizado que também tenho o luxo de aprender com os erros e 'sentir a falta das coisas, quando já não as tenho'. E isso no fundo, acaba por ser o pior de tudo. Querer por um fim numa coisa (preciosa), tentar, mas falhar. É pior que não fazê-lo sequer. Talvez se tivesse guardado dentro de mim todas as duvidas e incertezas me teria ficado a sentir melhor do que quando olhei para ti depois, com vontade de te ter de volta. É horrivelmente duro tentar não pensar em ti, em nós, no que já vivemos. "Can't you just let me be?". Mas é com tudo isto que, mais uma vez, nos consciencializamos que não foi um desperdício, não foram farsas o que vivemos. São também todas as imagens, sons, sensações que ficam cá para sempre, trejeitos e sorrisos escondidos. Nunca te quero ver infeliz, tenho a certeza que sabes isso. Pensava que também irias querer isso para mim, ainda que saiba qual vai ser a tua resposta final. Adeus não digo, nunca. Só um até já para quem sabe e quer o mesmo que eu.
Amo-te.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Conta-me como foi

Como foi? Como costumava ser. Esplêndido. Não havia limites para nada nem para ninguém. Uma pessoa adaptava-se ao que quer que fosse, ao que tinha que se acostumar. A vida era o mesmo turbilhão de stresses e dramas por resolver, mas não passava disso. Era uma idade simples, sem ou com poucos complexos. Não havia entraves no meio das minhas decisões, às quais me atirava de cabeça sabendo que a única a sentir as vantagens ou desvantagens do que quer que fosse, era eu. Na primeira linha, estava só eu, nem havia outra opção. Idealizava, trabalhava e vangloriava-me. Era simples. Não tinha que partilhar nada com ninguém, nem dar justificações só porque sim. Era só EU, mais uma vez. Agora... agora não. Agora é diferente, e vai continuar a sê-lo, só porque me propus a isso. Só porque não fui capaz de continuar o mesmo caminho sozinha. E é por isso que tudo se torna como é: difícil. Quando antes pensávamos em fazer isto ou aquilo, agora temos de pensar, 'não, não posso fazer isto porque senão um outro alguém vai ficar desiludido'. E não pode ser, porque agora não penso só em mim, mas nos dois. Sim, claro, conversas de alguém muita invejoso e com demasiado orgulho, mas se calhar é mesmo isso que eu sou. E para além do mais, esta coisa de ter que pensar a dobrar, e não apenas uma vez, por mim e para mim, destrói uma alma sã. Não é nada convidativo e dá mesmo muitas dores de cabeça. Não sei e provavelmente nunca hei-de descobrir, mas será que somos os únicos, ou também a segunda metade se esfola e se crucifica por nós? Não sei mesmo. Se alguém me souber responder, óptimo. E por ter tantas dúvidas irritantes é que me fartei. Sinceramente, farto me de tudo muito rapidamente, mesmo que me tenham dado tudo aquilo que eu precisava na altura. Mas foi isso, uma altura. Fartei-me de ter que pensar num futuro em que ponho o 'nós' e não o 'eu' na linha da frente. Fartei-me de ter que criar opções que tornam os dois mundos (quase) perfeitos. E quase, porque o esforço depositado não valeu a pena. Foi uma luta sem objectivo, sem metas a alcançar. Uma luta por lutar, e não por querer vencer e perdurar com glória. E agora o que fazemos? Pensamos em deixar tudo para trás? Esse tudo que até nos valeu de muito? Não, somos sempre demasiado orgulhosos; por muita vontade que haja, foi a nossa vida, o nosso precioso tempo que demos para tirar frutos de uma árvore sem raízes. E isso é que não está correcto, para nenhum dos dois.
Durante muito tempo, fui eu. Só eu. Mas depois, também não passou a ser o 'nós'. Passou a ser o 'tu'. E com isso, fui esquecendo o que realmente queria e precisava para mim mesma. Liguei-me demasiado a um 'tu' que se calhar "wasn't worth it". E aquilo que deixamos para trás, quando realmente queremos desistir de algo, não é aquilo que construímos com essa pessoa e para essa pessoa, mas sim o que levámos uma vida inteira a construir sozinhos, para nós.
Foi isso que foi.
Texto idiota de uma pessoa idiota, mas 'sofredora'.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
you found me @

Ao longo da nossa vida somos forçados a várias coisas que mais tarde vamos entender que foram mais-valias. Mas umas coisa da qual não nos apercebemos é que ao longo desse mesmo trajecto, muitas vezes nos perdemos. Perdemo-nos para mais tarde nos encontrarmos, sempre com uma lição aprendida no meio. Mas melhor ainda que nos encontrarmos a nós próprios, é sermos encontrados por alguém. Por um alguém que vê mais fundo que nós e que nos devolve tudo aquilo que costumávamos ter, mas só que desta vez, mais completo. Um alguém que viu aquilo que nós mesmos não tivemos capacidade de ver ou simplesmente tapámos os olhos. E aí, chegado de lado nenhum, porque esteve sempre presente, esse alguém está pronto para nos "salvar" de novo. E foi assim. Cheguei a uma etapa do caminho em que me limitei a fingir que tudo à minha volta estava bem e que permanecia tudo perfeito. Mas como sempre, estava enganada e tu apareceste para me mostrar o caminho. Tarde? Não creio. Nunca é tarde para se ser salvo. E aqui estou eu. Aliás, aqui estamos nós, melhor que nunca.
'Lost and insecure, you found me, you found me...'
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Perdida?

Não estou onde queria estar, sinto-me pressionada por tudo e por todos os meus pensamentos, que me puxam numa só direcção: tu. Só por isso, sinto que bem não estou. Nunca precisei de me preocupar com coisas que agora não param de me atormentar. A distância nada significava, mas agora fez questão de se tornar a minha maior inimiga. Foi ela que trouxe a indiferença pelos sentimentos que costumava ter. Não sei. Pelo menos é nisso que quero acreditar. é nela que quero meter a culpa de uma coisa que nem eu consigo suportar. Não quero que seja o meu desespero a falar mais alto, mas também não me posso dar ao luxo de me enganar. A sensação com que fico é que não estou a fazer o suficiente nem estou a ser tão forte como devia, mas se calhar não é só um problema meu. Na minha cabeça estão muitas ideias, muitos planos, muitas perguntas sem resposta, muitas coisas que perderam o significado e outras tantas que me foram tiradas, injustamente.
Mas depois também há pequenas palavras, pequenos momentos escondidos nas memórias, que me fazem esquecer todas as dúvidas, todas as perdas de tempo insignificantes. Que reacção poderia eu ter quando me dizem que sou o mundo de alguém, a sua razão de viver? É impossível reagir, de todo. Por isso não sei, perdida é a melhor definição que arranjo para mim mesma neste momento.
p.s. i (still) love you, no doubt.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Super Sweet
Sixteen? o que fica pra trás de tantos anos? as memórias e os momentos? sim, sem dúvida. mas o que deixa uma grande marca são as experiências vividas. e é só disso que precisamos para continuar, por mais dezasseis, vinte, cinquenta anos. são as experiências que nos ensinam a lidar com a própria vida. as boas e as más, claro. seguramo-nos as elas porque é a única coisa que nos pertence verdadeiramente. e daí, seguimos o nosso caminho, melhorando a cada passo que damos. e assim se vai vivendo, pelos anos, ultrapassando-os e deixando-os ficar para trás, como um filme cheio de sensações, sentimentos e tudo mais. obrigada pelos dezasseis. hei-de agradecer-vos pelos noventa, se continuarem do meu lado, só porque sim. só porque uma pessoa só não constrói uma vida com risos, com lágrimas, com saudades, com amores e tudo mais. uma pessoa só não tem ninguém com quem partilhar as melhores coisas que a vida nos proporciona. por isso cá estamos nós, para nos aturarmos uns aos outros :p e ainda bem

quarta-feira, 12 de agosto de 2009
If

Lembro-me como se tivesse sido ontem. Lembro-me da minha festa de aniversário de dois anos em tua casa. Lembro-me dos jogos, das pessoas, das sensações. Lembro-me dos barulhos, das cores, dos milhões de rebuçados que comi. Lembro-me da tão famosa mousse de chocolate que eu tanto gostava de espalhar pelas minhas bochechas. Lembro-me da minha amiga a jogar raquetas e a fazer “queixinhas” ao meu pai a dizer que eu, invariavelmente, estava a fazer asneiras de novo. Lembro-me de tudo, contudo não consigo lembrar-me da tua presença. Lembranças tuas, só me deixaram duas, e quais duas, foram as piores. Foi numa manhã que entrei naquele hospital, onde o cheiro a éter se escondia em cada recanto, essência à qual ainda não me consigo ambientar sem antes pensar neste dia. Enquanto nos encaminhávamos pelo corredor até chegarmos junto do quarto no qual estavas instalado a minha mãe sugeriu, pensando sempre no que seria melhor para mim, que eu não devia entrar. Mas a minha resposta foi tão fácil, tão dura e verdadeira (e sabiam que a razão desta vez estava do meu lado) que ninguém se pronunciou, ninguém fez sequer questão de argumentar contra e então entrei uma primeira vez naquele ambiente, que de agradável não tinha nada. Muito pelo contrário. Cumprimentei-te, olhei à volta e saí. Da segunda vez, fiquei por mais um pouco, a falar contigo, apesar de não obter qualquer tipo de resposta a não ser um simples murmúrio. Olhei com atenção indistinta o azul dos teus olhos, que se tinha tornado cada vez mais baço. E foi a última vez que os vi. Momentos depois apareceu o meu pai a dizer que tínhamos de ir embora e coisa que nunca vou esquecer foi o que ele me disse: “Vá Inês, despede-te do teu avô”. Não sei se eram palavras com duplo significado. Apesar de ambos sabermos, contrariamente àquilo que ia nas nossas cabeças, que era um adeus provisório, uma despedida curta, como um simples ‘até já’, não foi. Foi precisamente como a resposta que eu dei à minha mãe. Tal e qual. Foi o último momento de vida.
Relativamente à segunda lembrança, sei que não tenho outra que seja igualmente infernal, que tenha sido tão difícil de roer, lembrança que se manteve acesa na minha cabeça durante mais tempo do que o que devia. E o pior de tudo foi o local. Não há sítio que eu mais abomine do que aquele. Não há uma única sensação para ser transmitida a não ser o vazio e o cheiro a incenso, que sempre me deu dores de cabeça, ainda o torna mais frio, mais indesejável. E lá estavas tu, indefeso, sem expressão. Desta vez tenho a certeza que nem a minha mãe nem o meu pai me deixaram entrar para a sala onde estavas colocado. Mas também tenho quase a certeza que te vi. Hoje, todos me dizem que não, não havia sequer possibilidade de isso ter acontecido porque não estava nada exposto. Talvez tenha sido então uma alucinação, um sonho, qualquer coisa. Mas eu sei que te vi, e isso é que me interessa. E sei também que não foi a última vez. Queria poder ter mais certezas em relação a isto mas por enquanto ficamo-nos pelas crenças.
Mas, se naquela manhã quando me acordaram eu tivesse permanecido adormecida no teu lugar… seria tudo mais fácil. Pelo menos para mim (:
“I miss you, I miss you so bad
I don’t forget you, oh it’s so sad
I hope you can hear me, I remember it clearly
The day you slipped away, was the day I found it wont be the same
I wish that I could see you again, I know that I can’t
I’ve had my wake up, won’t you wake up
I keep asking why
I can’t take it, it wasn’t fake
It happened you passed by
Now you’re gone, somewhere I can’t bring you back,
There you go, somewhere you’re not coming back.”
The end. Til now.
Relativamente à segunda lembrança, sei que não tenho outra que seja igualmente infernal, que tenha sido tão difícil de roer, lembrança que se manteve acesa na minha cabeça durante mais tempo do que o que devia. E o pior de tudo foi o local. Não há sítio que eu mais abomine do que aquele. Não há uma única sensação para ser transmitida a não ser o vazio e o cheiro a incenso, que sempre me deu dores de cabeça, ainda o torna mais frio, mais indesejável. E lá estavas tu, indefeso, sem expressão. Desta vez tenho a certeza que nem a minha mãe nem o meu pai me deixaram entrar para a sala onde estavas colocado. Mas também tenho quase a certeza que te vi. Hoje, todos me dizem que não, não havia sequer possibilidade de isso ter acontecido porque não estava nada exposto. Talvez tenha sido então uma alucinação, um sonho, qualquer coisa. Mas eu sei que te vi, e isso é que me interessa. E sei também que não foi a última vez. Queria poder ter mais certezas em relação a isto mas por enquanto ficamo-nos pelas crenças.
Mas, se naquela manhã quando me acordaram eu tivesse permanecido adormecida no teu lugar… seria tudo mais fácil. Pelo menos para mim (:
“I miss you, I miss you so bad
I don’t forget you, oh it’s so sad
I hope you can hear me, I remember it clearly
The day you slipped away, was the day I found it wont be the same
I wish that I could see you again, I know that I can’t
I’ve had my wake up, won’t you wake up
I keep asking why
I can’t take it, it wasn’t fake
It happened you passed by
Now you’re gone, somewhere I can’t bring you back,
There you go, somewhere you’re not coming back.”
The end. Til now.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A saudade
Indiscutivelmente, a saudade chegou. Por que meios, não faço ideia, nem tenho quaisquer intenções de saber. Mas que chegou para ficar e para me atormentar o dia-a-dia, disso não tenho dúvidas. É estranho saber que a dis
tância traz destas coisas, e que nos põe a pensar nisto e naquilo, em como seria tão bom poder estar junto daqueles que queremos, nas alturas que queremos ... mas nestas fases, nada facilita. Por isso ficamos susceptíveis a tudo e a todos, sentimos que, contrariamente ao que toda a gente diz, estamos a perder aquilo que tínhamos, aquilo que criámos, e que apesar de sermos fortes, podemos não estar a ser o suficiente para aguentar todas as tormentas e barreiras que se põem à nossa frente. E a partir daqui? Arranjamos forças em tudo aquilo que já vivemos, tudo aquilo que já nos pertenceu. Agarramos as memórias e não desistimos. Porque depois do esforço vem a recompensa, sem dúvida nenhuma. E saímos vitoriosos, mais uma vez, de mais uma das milhares de banalidades que vamos encontrar no meio do caminho, ao longo do nosso percurso.
tância traz destas coisas, e que nos põe a pensar nisto e naquilo, em como seria tão bom poder estar junto daqueles que queremos, nas alturas que queremos ... mas nestas fases, nada facilita. Por isso ficamos susceptíveis a tudo e a todos, sentimos que, contrariamente ao que toda a gente diz, estamos a perder aquilo que tínhamos, aquilo que criámos, e que apesar de sermos fortes, podemos não estar a ser o suficiente para aguentar todas as tormentas e barreiras que se põem à nossa frente. E a partir daqui? Arranjamos forças em tudo aquilo que já vivemos, tudo aquilo que já nos pertenceu. Agarramos as memórias e não desistimos. Porque depois do esforço vem a recompensa, sem dúvida nenhuma. E saímos vitoriosos, mais uma vez, de mais uma das milhares de banalidades que vamos encontrar no meio do caminho, ao longo do nosso percurso.quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
once, i've had a dream

não foi de certeza absoluta intencional. até porque não podemos controlar nada disso, ou decidir quando e sobre o quê queremos que aconteça. eu, quase instantaneamente, não pedia nada do que tive, daquilo que alguém me deu, sem qualquer razão, sem nenhum chamamento da minha parte. mas no fim, quando tudo acabou, fiquei tranquila. mas no 'durante' não queria nada mais que desaparecer dali, apagar tudo da minha cabeça como se nem sequer fosse eu a idealizar tudo aquilo, num lugar onde ninguém vê nada, mas onde eu vejo tudo... tudo aquilo que muitas vezes não quero ver. Estranhamente, quando por um lado queria que tudo se esfumasse e não passasse apenas de nada, por outro queria permanecer ali, naqueles segundos imprecisos, sentindo aquilo que há já muito não sentia. independentemente de tudo, foi real. e duro. criou novamente um turbilhão de confusões na minha cabeça, uma mistura de sensações que não devia ser permitida nem nos sonhos. parecia que o meu mundo, aquele que eu tinha há tão pouco tempo reconstruído com tanto cuidado para não se desmoronar de novo, o meu mundo perfeito, parecia ruir novamente. senti as lágrimas escorrerem dos olhos como se fosse o mais natural de quando o nosso consciente está adormecido e o nosso subconsciente permanece a trabalhar, vinte e quatro sobre vinte e quatro horas. e ali permaneci, num espaço, completamente imóvel, sem poder ter nenhuma reacção que me fizesse acordar; noutro, completamente aturdida pelos sentimentos que me trespassavam a cada respiração que fazia. mas finalmente, quando alguém chegou à conclusão de que a mensagem tinha sido transmitida, acordei. Acordei e conclui que o meu mundo permanecia intocável a tudo aquilo a que a minha mente tinha sido submetida. e ainda bem. não precisei de dar explicações a ninguém. nem a mim mesma. foi um sonho, e acabou.
e hoje posso ter a certeza mais que absoluta que já nada vai mudar ou por outro lado, que mudou tudo. todas as pequenas indecisões desapareceram, graças àqueles poucos minutos em que cruzamos o olhar. obrigada, mas agora, já não fazes parte. ficaste para trás @
domingo, 5 de julho de 2009
Time @ what a difference a day makes.

não podemos tomar controlo de nada, o tempo foge-nos das mãos, como se não nos pertencesse. e não nos pertence de facto. nós, isso sim, nós pertencemos-lhe. ele comanda tudo aquilo que queremos fazer, aquilo que fizemos e aquilo que muitas vezes não temos consciência que estamos a fazer. não dá para nos apercebermos sequer da maneira como se escapa por todas as nossas lembranças, todos os nossos planos futuros que, de repente, passaram a ser os grandes objectivos cumpridos. não dá sequer para aproveitarmos ao máximo tudo aquilo que temos, todos os minutos, todos os dias, todos os anos... porque é tudo tão escasso, tão insignificante que acaba por ser tudo um único tempo. uma única vida. e toda ela está a ser guardada, vivida, passada. Assim, num instante apenas, porque não há maneira para ser de outra forma. não há maneira de conseguirmos agarrar e tentar ficar por mais tempo, porque mesmo assim, o tempo nos leva, uma e outra vez... e por isso temos que tornar todos os dias, por muito bons ou maus que sejam, temos que os tornar únicos, temos que os tornar os maiores dias da nossa vida. Não importa o que vivemos, não importa o que sentimos. temos apenas que viver e sentir. e assim, fazer das memórias um lugar seguro, sem tempo que nos roube tempo. porque apesar de serem memórias, sabemos que um dia já as tornámos o melhor momento...
" you never know the biggest day of your life is the biggest day, not unitl it's happening ... you don't recognize the biggest day of your life... not until you're right in the middle of it, the day you commit to something or someone, the day you get your heart broken, the day you meet your soul mate, the day you realize there's not enough time because you wanna live forever... those are the biggest days... the perfect days @ "
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