"Não venci todas as vezes que lutei.
Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar"
Mas perdi todas as vezes que deixei de lutar"





tância traz destas coisas, e que nos põe a pensar nisto e naquilo, em como seria tão bom poder estar junto daqueles que queremos, nas alturas que queremos ... mas nestas fases, nada facilita. Por isso ficamos susceptíveis a tudo e a todos, sentimos que, contrariamente ao que toda a gente diz, estamos a perder aquilo que tínhamos, aquilo que criámos, e que apesar de sermos fortes, podemos não estar a ser o suficiente para aguentar todas as tormentas e barreiras que se põem à nossa frente. E a partir daqui? Arranjamos forças em tudo aquilo que já vivemos, tudo aquilo que já nos pertenceu. Agarramos as memórias e não desistimos. Porque depois do esforço vem a recompensa, sem dúvida nenhuma. E saímos vitoriosos, mais uma vez, de mais uma das milhares de banalidades que vamos encontrar no meio do caminho, ao longo do nosso percurso.

"Desculpa". Muitas vezes usamos a palavra erradamente. Não por não sabermos o seu significado, já que somos constantemente impedidos de continuar o nosso percurso porque estamos encadeados pelo nosso erro a cada minuto que vivemos, mas sim por não o sentirmos como se fosse a única coisa que nos enchesse a cabeça e nos prendesse, obrigando-nos a mandar cá para fora tudo o que precisa de ser dito. Muitas das vezes não dizemos nada, porque o orgulho é maior que qualquer uma das nossas palavras; noutras achamos que devia ser o contrário a acontecer... ser o mundo a render-se só porque pensamos ser donos da razão. E tudo isto acontece porque houve uma falha de um dos lados, que nos obrigou a agir de determinada maneira, segundo princípios e ideias que defendemos... e são coisas que divergem, já que nem todos temos as mesmas opiniões. Nem sempre podemos partilhar tudo, mesmo que partilhemos parte daquilo que nos traz felicidade. E é assim, por isto também mereces um pedido de desculpas. E não é um "desculpa" da boca pra fora. Sei que compreendes; sei que alcanças ;)
Naquele momento já não tinha a certeza de nada. Estava perdida. Perdida no seu maior medo. Era como se tudo à sua volta tivesse desaguado. Estava completamente sozinha, sem conseguir alcançar nada que a conseguisse sustentar, sem encontrar o caminho de volta. Num assombro de memória, uma luz chegou ao seu pensamento, e, depois da chuva, depois do pânico e da vontade de desistir, largando tudo o que lhe era querido e tudo aquilo que lhe dera uma razão para continuar, pensou. E agarrou esse pensamento com toda a força que lhe restava. Não sabia porque razão se tinha lembrado dele neste momento, quando essa tinha sido a principal razão da sua dor. Mas, inexplicavelmente, sentiu de novo um calor, um conforto, com o qual já tinha vivido antes. Tudo isso lhe trouxe à memória muitos dos momentos que passaram juntos. Mas porque terá ido embora, depois de ter ajudado longos anos a suportar todo o mal que aparecera na vida de ambos? O que tinha mudado? Não compreendia. Não compreendia como é que alguém desistia de tudo aquilo que nos dava uma razão para viver, mas ela própria estava a cometer o mesmo erro. E isso é que lhe provocava um a dor intensa no peito, como se lhe estivessem a arrancar as entranhas. Não queria ser covarde, e desistir, como ele tinha feito. Só queria ter uma razão para não o fazer. Um sinal que fosse, que lhe dissesse que ele iria voltar, para continuar a amá-la e a confortá-la como sempre tinha feito. Só uma indicação, por mais pequena que fosse… qualquer coisa. E então, com o cansaço a pesar-lhe nas costas, caiu no meio do nada, vazia, com o pensamento em branco, esperando um sinal, uma luz. Os seus olhos permaneciam abertos, mas não brilhavam, e o azul ficava cada vez mais baço, quase sem expressão. Por favor, vem. Leva-me contigo de novo, gritava a sua alma. Mas não houve resposta. E então, ali permaneceu, aguardando…