sábado, 5 de novembro de 2011
É nestas alturas
Que eu sei que também faço falta. Já não há almoços para preparares, nem precisas de metade da paciência para me aturares quase diariamente, nem as tuas gatas são mimadas exageradamente por mim, já não oiço falar do Benfica a toda a hora nem desfruto da cadeira de massagens em dias de chuva. Não te peço para dormir em casa para ficar mais perto da escola, nem me cruzo com a minha mãe em pseudo-almoços de família mal organizados. Mas sei que me ligas todos os dias, fazes um esforço para usares o telefone da melhor maneira, compras-me coisas que me podem ser úteis agora que estou fora de casa, tens sempre uma mão cheia de coisas para me ajudares e para estares presente na minha vida e isso é bom. É especialmente bom quando me ligas a dizer que me queres ver. E eu nunca digo que não... mesmo quando tenho milhões de coisas para fazer e que tu não entendes. Mas avó é avó e também tem um largo espaço no meu coração.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Friendship never ends
Não há longe nem distância. Não para aqueles que nos marcam desde sempre, especialmente aqueles com quem partilhamos meio mundo e toda a vida num segundo, para no seguinte estarmos a despedir-nos com um adeus incompleto ou um até um dia destes atrapalhado, sabendo que a rotina habitual incluía horas e horas juntas. Eu nunca me esqueço de ti. É verdade sim, estou farta de conhecer pessoas novas, a cada dia que passa travo mais conhecimentos, ganho novas expectativas e gosto realmente da minha situação neste momento. Mas tu nunca ficas para segundo plano. Quando há dúvidas, é contigo que eu falo, quando desespero com alguma coisa, acredita que é para ti que eu ligo mesmo quando não faço outra coisa senão chorar. Estás em primeiro, ouves tudo primeiro que todos. Mesmo que não o sintas, estás sempre comigo. Mesmo quando não tenho todo o tempo do mundo que precisas para ser ouvida, nas tuas dúvidas e certezas, nas tuas novidades, tu sabes com o que podes contar. E eu também... I know you, don't ever forget ♥
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
E para começar bem
Esquecer que o passe tem de ser carregado todos os meses, perder o autocarro, chegar uma hora atrasa a uma aula porque o horário estava mal afixado, ser convidada para fazer um grupo que pode nem existir, cuscar a vida de colegas e rir com quantas letras podemos, partilhar músicas maravilhosas ao som de uma guitarra, correr da chuva para não estragar o cabelo, usufruir de bons conselhos de estética, tremer de medo com os trovões que apagam as luzes, correr para a porta da sala de anatomia para arranjar os melhores lugares, fazer não um, mas dois trabalhos de fisiologia porque somos umas lindas queridas e queremos mais um valor no final do semestre, trocar receitas de culinária na paragem, para ficar com mais fome ainda, sair uma hora mais cedo e mesmo assim apanhar o mesmo autocarro, tardíssimo... E claro, fazer a mala ao fim da semana para ir para casa.
Obrigada Novembro, estás a ser delicioso, so far.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Como custa
Pensar nos amigos que fizemos e que vão voar para Londres, para tirar os seus cursos maravilhosos, para viverem lá até talvez um dia... Eu prometo, muito muito, que um dia vou ser eu, e vamos encontrar-nos todos lá. Prometo.
É que se dependesse única e exclusivamente de mim, as malas começavam a ser feitas agora e era adeus e até breve. Mas como não depende única e exclusivamente de mim...
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
É disto que eu gosto
Com a casa cheia, família reunida, a única coisa que peço é que tudo perdure.
Falam-se das próximas viagens, das voltas ao mundo, de Nova Iorque no Verão ou no Inverno, da viagem de carro a Itália, das compras, das prendas, do Natal... E de como tudo voa, como tudo passa a correr entre nós. E ainda bem.
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
...
Conhecemo-nos desde sempre. Agarras-me com uma mão nas costas, firmemente. Eu não fujo. Não vou a lado nenhum. Eu nunca te vou deixar.
in "Olho-te discretamente"
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Pontos altos
Ando desde o inicio da semana deprimida com tanto trabalho que tenho para fazer, com tantos tarefas por cumprir. Mas bom mesmo, é chegar à minha sagrada sexta-feira, cheia de surpresas. Conheci uma pessoa no meio da rua, literalmente, que me pôs a pensar durante toda a viagem. Encheu-me a cabeça com aquela ingenuidade e abertura a tudo e a todos. Era nova, cheia de sonhos e ambições e fez-me lembrar um pouco daquilo que eu era ainda há um mês e que deixei esquecido. Reavivou tudo aquilo que eu precisava para conseguir acordar sem pensar em desistir. Uma desconhecida. Novita, olha que sorte a minha! Estamos sempre a aprender, principalmente com pessoas mais novas! E depois de todo este meu espanto não é que chego a casa e tenho miminhos da tia linda e querida? Cupcakes lindos, maravilhosos e deliciosos, preparados com todo o amor e carinho? Nem sei agradecer, mas não duvides que tornaram a minha semana mais doce ♥
Adoro. Dias assim? Adoro adoro.
Um, dois, três
Olha, foi pró que me deu e podia ter-me dado para pior. São crónicas, textos, o que lhe quiserem chamar porque na verdade não têm nenhum nome. Mas criei um novo desafio para aprender a libertar-me de todo o stress. Escrevo, todos os dias, pequenos textos baseados em pequenas inspirações, sejam pessoas, coisas, sonhos, objectivos futuros. E então desenho-os, bem coordenados, numa folha de papel onde as letras se unem por minha vontade. E em pedaços, aqui os partilho.
Respiro fundo
Vou continuar porque sou eu que escolho o meu caminho. Sou eu que agarro as estrelas que caem aos mais afortunados. E um dia vou rir, por tantas dúvidas que tive. As letras são o meu maior trunfo. As frases encaminham-me. Dão sentido ao rumo que tomo, de livre vontade, com ou sem dificuldades. Acolhem-me, dão-me asas para voar alto. Mas eu fico sempre aqui, agarrada ao anjo que és tu. Porque isto da vida, é bom é para ser partilhado. A dois, a três. Não mais. Poucos, mas bons. Daqueles a quem confiamos tudo, o mundo, as estrelas, as frases. O sorriso perdido no meio de tantas letras sem sentido e desordenadas.
in "Respiro fundo. Parte I."
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
É assim
Como é certo e sabido, por vezes, as coisas mudam de uma maneira que não estamos a espera. E quando nos vemos perante uma situação assim, nunca os trabalhos que correm bem, os textos que são admirados, a vida que vai a direito, os amigos que estão sempre lá, as novas caras que nos surpreendem, a matéria de anatomia que afinal até percebemos, os segredos que se partilham.... nada disso é capaz de tornar um simples sorriso numa gargalhada permanente e verdadeira. O coração não bate certo, os nervos estão sempre a flor da pele, acordamos todos os dias a desejar que já seja sexta feira. Só preciso de saber quanto tempo vai levar até que me habitue a tudo o que me rodeia, que, à partida, é maravilhoso.
Mas a verdade é que dói, mas já não sinto nada.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Não é pedir muito
É da chuva, do frio, do tempo. Das saudades que moem, que me fazem pensar no bom que é estar em casa, junto de quem mais quero, cheia de gatas e mantas e chás e bons filmes ao final da tarde com a chuva a cair lá fora. Não quero de todo uma casa vazia, fria, sem identidade porque todos saem e todos entram, nem um livro inteiro para estudar. Quero o que é meu. Realmente meu. Não quero horários nem obrigações e despertadores a tocar. Quero sexta feira. E quero já.
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