Não tive tudo o que pedi. Pedi mais sol, pedi mais horas de descanso, pedi um fim de semana mais comprido. Pedi muita coisa. Mas contentei-me com um dia de sol em que pude namorar o mar, com as seis horas de sono por noite, com o trabalho mesmo até à última. Pedi férias, mas tive direito a duas semanas de aulas, que ainda mal começaram. Pedi muitas horas para nós, mas tive ainda menos do que aquilo que esperava. Mas ainda assim, agradeci por tudo o que tive. Não é, nem de longe, o que precisava, mas foi mais que suficiente para tornar o meu mês repleto de sucessos, de aprendizagens e sorrisos difíceis de arrancar. Não dormi bem, não descansei, não namorei tanto quanto queria, mas cheguei ao fim e pude suspirar, tirar muitos quilos de cima dos ombros, por ter completado uma grande etapa, por ter crescido muito e por estar um passo mais perto da minha grande realização pessoal.
terça-feira, 1 de abril de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Apaixonei-me outra vez
Percorro-te as ruas como se as conhecesse como a palma da minha mão. Oiço os sons e sinto os cheiros, identifico-me em todos os pormenores. Na azáfama, na correria, encontramos o branco e não há barulho. Só frio, muito frio. Apaixono-me pelas luzes, pelo teu brilho e o teu encanto. Sorris em cada esquina, moves-te sem parar. Não paras, um único segundo que seja. Prendes-me ao chão que percorro todos os dias, e seduzes-me para ficar. Oh, se queria ficar. Mas nesse teu esplendor, sei que me ia perder, não te ia conseguir acompanhar porque corres sem olhar para trás. Rasgas o céu em altura, e foges do sol, mas brilhas. Em cada pedaço de chão, de espaço, de ar. És um sonho.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Nursing
E vou, cheia de fé, cheia de vontade de trabalhar, para aquele que sempre foi um dos meus grandes objectivos: estagiar num hospital central. Não é o melhor do país, de longe, mas é um hospital universitário e tem tudo o que eu preciso para aprender muito, e para ser cada vez melhor. Vou de mente aberta e uma mão cheia de entusiasmo, que já me ajudam a percorrer metade do caminho. É preciso trabalhar no duro, durante estes próximos meses, mas tenho a certeza que quanto chegar ao fim vai saber muito muito bem.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Porque sim, porque quero
Sobre relações:
F: "Não sei como é que aguentas"
Eu: "Às vezes, nem eu"
Há dias em que a minha cabeça dá milhentas voltas e nem sempre encontro as respostas que procuro. Mas sei perfeitamente, como se fosse muito simples de entender, que é aquilo que me faz sentir melhor e mais feliz, mesmo com a distância, mesmo com as poucas visitas. Falar ao telefone durante a semana, como se vivêssemos em países diferentes, não torna as coisas mais fáceis. Mas ainda assim consegue estar mais próximo do que muitos que andam comigo diariamente. É tudo aquilo que eu quero, tudo o que mais preciso.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Pessoas
Às vezes aquilo que mais procuramos tem estado todo o tempo ao nosso lado, mesmo sem darmos conta. E aquilo que mais precisamos, pode até vir de uma pessoa quase desconhecida, e aos poucos, dia após dia, vamos reencontrando no outro aquilo que procurávamos em nós. E é tão bom termos alguém que nos perceba. Tão, mas tão bom.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
Narrando #1
Olho-te discretamente, quando te
concentras na tua escrita perfeitamente alinhada. Reparo no modo como desenhas
as tuas frases, como moldas tão suavemente a caneta à tua mão. São esguias,
magras, compridas. Vividas até. Encontro-te aqui mais vezes do que aquelas que
esperava e perco-me contigo, mesmo sem reparares. Finjo estar atenta ao meu
livro e ao meu café já frio. Não reparas em nada sem ser na tua própria sombra.
Na tua doce perdição. Ah como eu gostava que levantasses os olhos. Como eu
gostava que os cruzasses com os meus, só num instante, mesmo insensível, para
poder absorver todos os cristais azuis que reflectes. Toda a luz, todo o calor.
E a tua face, aconchegada num cachecol formalmente arranjado, parece pedra.
Tudo em ti é desenhado, delineado com a maior preciosidade e delicadeza.
Encurvas o canto da boca, num sorriso discreto e nem tu próprio reparas.
Concentrado, remexes folhas, organizas, encerras. Ficas pensativo num momento.
Olhas ao fundo mas nada vês porque os teus olhos estão baços. Aprecio-te, uma
vez mais. Nem por um segundo. Pego nas coisas e levanto-me, mas nem isso te
chama a atenção. Permaneces. Até um dia.
Onde estão?
Onde andam os bons (mas pequenos, convenhamos) grupos de amigos? Daqueles que mesmo depois de meses sem grande contacto, acabam por nos compreender melhor que ninguém? Porque tardam em aparecer pessoas por quem valha mesmo a pena lutar? Daquelas que mesmo só num café, nos sabem aquecer o coração de forma inigualável? Daqueles com quem podemos ser plenamente nós próprias, e ouvir, sem ter de falar... porque tudo o que pensamos acaba por ser o que eles pensam? Aqueles grandes amigos que só com o olhar nos lêem a alma, que num minuto nos fazem mais felizes do que outros em muitos meses. Porquê continuar a ser banal e a viver só porque sim, quando podemos ser e estar em plenitude, todos os dias? Às vezes fazem-me falta, aqueles grandes amigos, que têm uma força sobre nós próprios e nos fazem ver que a vida é só isto e que o pouco pode ser o tudo. Às vezes gostava de ter alguém assim, que não adiasse e não se desculpasse com o vão-haver-outras-oportunidades. As oportunidades somos nós que as criamos. E não podemos dar tudo a todos, sem receber qualquer coisa em troca. Acaba por se chegar a um ponto de incompletude extremo. Às vezes preciso desse meu refúgio. De um chocolate quente e de uma manta. E de alguém que não fale e só oiça. E assim nos compreendamos melhor que nunca. Deves andar para aí, sem ser só nos meus sonhos.
Saudade
Sei bem o sinto quando, depois de tanto tempo, posso abraçar alguém verdadeiramente especial. Pensamos que resistimos a isto das saudades, que é fácil tolerar a distância mas a verdade é que deixamos de nos lembrar do bem que nos fazem, e as gargalhadas ficam reservadas durante tempo demais.
Mas também sei o que sinto quando vejo alguém partir, mesmo sabendo que é temporário e que tudo volta ao normal, à rotina de sempre. É o aperto no coração e a vontade de dizer que não e fazer os últimos minutos durarem para sempre. A cabeça que não pára de trabalhar à procura das boas memórias, dos excelentes momentos. E o tempo que não passa. E os dias que são longos, mesmo com as trezentas e cinquenta mil coisas que tenho para fazer. Mas tudo me leva ao mesmo sítio. Quando o telefone vibra, a esperança é de encontrar uma mensagem tua. Até parece que foste para um mundo longe, diferente do meu. Que deixaste de existir e voltei a ficar eu, sozinha, a conjugar o verbo ser e a viver todos os dias como dantes. Antes de sermos eu e tu. Mas está quase. E quando voltares, vou sentir o que sinto sempre. O abraço quente, a ternura que transborda. E o coração pode ficar calmo outra vez.
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
sábado, 11 de janeiro de 2014
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Movimento
Corre. Corre porque se não o fizeres vais acabar por te perder. Corre para chegares mais longe, mas não mais depressa. Corre, mas nunca fujas daquilo que te prende ao chão que pisas. E nessa corrida louca, que não vai ter fim, tu vais perceber que há um propósito para tudo. Mesmo as quedas que dás quando tropeças, te obrigam a levantar. Ou os passos que dás para trás, é para te permitir ir um bocadinho mais além. E vais ficar exausto, com vontade de parar por um minuto, só para respirar. Mas se o fizeres por muito tempo, acabas por te conformar com esse conforto imediato, que não magoa nem cansa. Mas também não chegas a lado nenhum. Não vais a lado nenhum, não exploras nada nem ninguém. Ficas somente ali, a meio do caminho. E já que estamos numa estrada, ao menos que cheguemos ao destino. Extenuados, com sede, e a precisar de descansar. Mas só depois de se chegar à meta é que se pode olhar para trás e começar a abrandar a marcha. Sem parar.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Vous et moi, moi sans vous
E tu, que estás aí desse lado, frio, desconfortável, meio confuso com o que tens para fazer, e que me procuras na esperança de encontrares umas palavras que te aqueçam o coração, muito parecidas com aquelas que te vou sussurrando ao ouvido quando estamos perto, muito perto. E tu, que precisas de um abraço quente, daqueles que tanta falta me fazem, também. E um beijo, prolongado, que diga dezenas de coisas que não conseguimos expor por palavras, porque essas palavras não existem. E eu, que te escrevo horas e horas a fio, na esperança de encurtar este espaço que nos separa, de tentar trepar um pouco mais estas paredes intransponíveis que teimam em ficar entre nós. E nós? Nós que precisamos de mais um abraço, de mais palavras, de mais um beijo, estamos assim, sós, longe, a lutar por mais um dia e a rezar para que esse dia vire sexta rapidamente e que o domingo tarde a passar. E nós, loucos apaixonados que não sabemos viver o dia de hoje sem o futuro que já é nosso. E nós. Não sei como chegámos até aqui, mas insisto e persisto para continuar ao teu lado, mesmo com muros, paredes e tectos. Mesmo com muitos quilómetros, muitos dias, muita chuva. Mesmo com tudo o resto ♡
domingo, 5 de janeiro de 2014
Começar
Das férias restam apenas algumas horas. Chega sempre a altura de abandonar o conforto de uma casa quente e enfrentar a chuva, e o cinzento, e a novidade que traz sempre muitos desafios. Pronta, ou não, para enfrentar o mês de Janeiro que é sempre tão desagradável e confuso e com dias em que só vinte e quatro horas não são suficientes. Mas vou, de cabeça erguida e com uma motivação de última hora. Vou sempre, e pronta para dar o melhor.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
New year, old me
Não precisamos de novos começos, novos amigos, novos estilos. Não agora. Precisamos de repensar o que foi feito, o que deixámos por dizer e de levar connosco as aprendizagens. É uma bagagem cada vez mais pesada, mas vamos descartando o passado para termos espaço para as novas oportunidades. E assim se vai fazendo um caminho difícil, íngreme, mas cheio de recompensas. E dói, custa, sim. Toda a gente sabe o que é sofrer. Mas nem todos sabem o que é ter força para se erguer e lutar pelo que mais se quer da vida, que é tão curta.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Do ano que passou?
Às vezes faltam-me as palavras. Ficam lá nos confins de um lugar que não quero visitar. São roubadas por muitos sentimentos que preenchem a minha cabeça sem pedir sequer autorização. E durante estes meses que têm passado, muito morosos e ao mesmo tempo implacáveis, muitas foram as vezes em que me deixei levar, em que fiquei para trás assoberbada com o que acontecia à minha volta. Parecia uma película que ia correndo e eu era uma mera espectadora, lá ao longe, e ia vendo muitos dos que amo perderem-se no caminho, perdendo a esperança. Eu própria ia perdendo a esperança, mas parecia só um filme. Muito muito distante. Mas depois, sentada a assistir a tudo isso, começava a sentir um vazio enorme, uma escuridão que me ia envolvendo, cada vez mais, cada vez maior. E aí então, batia no fundo. Sentia o frio a chegar e percebia que também eu estava lá, a viver aquela realidade. E doía tanto, que não há palavras para descrever.
Mas uma coisa é aquilo que se sente, outra é o que se mostra aos outros. E nunca em mim viram senão positivismo e motivação. Nunca em mim tiveram senão ombros para chorar e abraços quentes e reconfortantes. Dou tudo de mim, mesmo quando não tenho nada. E continuo a acreditar que tudo, seja o que for, acontece por alguma razão. Que razão é essa, não sei, mas é precisamente isso que quero descobrir. Foi todo um batalhar, um confronto com decisões difíceis, um encontro com indecisões, um teste que fomos superando, sempre a perder a força, sempre a ganhá-la sabe-se lá vinda de onde. A fé, essa andou meia perdida algures pelo caminho, tal como nós. Mas por mais que doa, por mais que custe encontrar um rumo certo, nada é impossível. Só temos de nos reinventar. E mudar. Mais que nunca, e sem razão, porque dessas, temos muitas. É disso que precisamos, e não é no ano novo. É hoje. Hoje e agora, sempre juntos.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Medo
Faltam onze dias para o estágio acabar. E sinto que ainda não fiz nada. (Aliás, não fiz mesmo.) E falta pouco mais para chegar o Natal, e depois o ano novo, e tudo assim tão depressa não pode ser. Ainda não tive tempo para respirar e já está tudo a acabar outra vez. Opa, a sério, vamos com calma. Senão daqui a pouco estou à procura de emprego e ainda mal sei o que é uma seringa. lol
Tiram-me a voz, tiram-me tudo
Não, nem é no sentido figurado. É que tagarelas como sou, ficar sem voz significa ficar um dia inteiro sem falar, sem dar as minhas opiniões (e tenho tantas!!), sem partilhar o que estou a sentir. E estou num momento muito significativo da minha vida e a modos que não me dá mesmo jeito nenhum ficar afónica. Maldito seja este frio e este vento e o ter de andar de transportes. Vá, agora devolvam-me a voz que tenho muito pra dizer. Senão começo a gritar.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Tu
Se eu pudesse, escolhia parar o tempo só para sentir os teus olhos pousados nos meus. Ou fazia magia só para tornar a segunda em sexta, todas as semanas. Na impossibilidade, recordo os dias, as noites. Recordo-te a ti, e tudo aquilo que fazes. Os arrepios na espinha e as borboletas na barriga, os beijinhos e os pedidos de desculpa por não estares presente. Mas estás. Todos os dias e a toda a hora.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
O tempo outra vez
Pois é, isto do tempo vai andando sem dar nas vistas. É que assim de repente, ainda ontem era Verão e agora já é quase Natal, já estou quase a ir para estágio, já tenho carta há quase um ano, já quase que passou uma vida e não dei por nada. Fui ver um filme que me pôs a pensar mais do que estava à espera. E saí de lá a saber uma coisa que já tinha percebido mas que raramente punha em prática: o tempo não volta atrás, muito menos temos uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Portanto, meus senhores, é acordar e pensar no dia, não como se fosse o último senão a gente enlouquecia e andávamos para aí feitos totós a cometer todos os erros que não cometemos, mas sim como se fosse o melhor das nossas vidas. Somente o melhor. Rir às gargalhadas perante uma adversidade, não é muito plausível eu sei, mas tentar vê-la por outro ponto de vista, fugindo ao mesmo registo de sempre, o pessimista. Ou aproveitar mesmo bem uma conversa rápida, ou responder com um sorriso, sempre. Torna tudo mais fácil, mesmo que não o seja. E é tentar levar avante, sempre com o intuito de sermos bem sucedidos, e felizes. Acima de tudo, felizes. Boa?
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Realização pessoal, ou qualquer coisa do género
Os obstáculos somos nós que os criamos. À nossa realização pessoal, digo. Somos nós, pela preguiça, pelo medo de sair da zona de conforto, pelo conformismo. Sobre o tempo já nem falo, porque esse vamos desencantá-lo em qualquer canto, e cada vez mais me convenço disso. Agora, ter vontade de criar, de reinventar e dar mais daquilo que somos, isso já é mais difícil. Achamos nós. É só uma mentalidade, um estado de espírito. E por ser só uma mentalidade e um estado de espírito, é que é bem fácil de moldar. Moldar ao nosso e ao gosto dos outros. Porque é assim que passa a fazer sentido: quando, fazendo para e pelos outros, estou a fazer para mim.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Yes, this is a cult
Na vida, há prioridades que se vão invertendo. Tenho que aprender a valorizar o meu curso em vez de ir madrugar para a frente do pavilhão atlântico, qual adolescente de 13 anos. Mas continuo a ter uma noite mal dormida, continuo a ter os nervos à flor da pele, mesmo quando já sei aquilo que me espera. Há coisas que não mudam, mesmo quando já se começa a tornar hábito isto de estar presente em todos os concertos. Meus senhores, continuem a voltar, que eu continuarei a estar presente. Aqui vamos nós.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
When you believe it ❤
Ultimamente não tenho tido disponibilidade mental para tomar consciência da maravilha que é esta vida. Perdemos metade do tempo do nosso dia a refilar do sono, da falta de vontade para a aula, da fome, do que temos para estudar e daquela pessoa que não gostamos mesmo nada. Queixamo-nos de tudo, e por tudo (e às vezes por nada). Mas mesmo exausta, com o mesmo sono, com a mesma fome e com a mesma quantidade de páginas para estudar, parei. Parei, sentei-me e pensei. Fiz um esforço pequenino, nem era preciso mais, e tornei claro na minha cabeça que, depois de todo o desastre, todas as nuvens no céu, talvez, venha lá, bem longe, uma pontinha de céu azul. Nada dura para sempre, nem mesmo aquilo que é mau. E tal como a remodelação desta casa onde vivo, também a nossa vida, ainda que devagar, se vai compondo aos poucos. E é isso que tenho que levar comigo para todo o lado. Esperança. Isso e todas as coisas maravilhosas que sempre tive ou que acabaram por surgir na minha vida. E mandar um gigante obrigada por tudo. Sinto-me extraordinariamente abençoada.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Olha!
Pois é! Todos me perguntam "então nunca mais escreves?", "para quando o livro?". Não me esqueci de nada, nem tem sequer a ver com falta de tempo (arranjam-se sempre uns minutos). Mas pronto, o amor faz destas coisas e desencaminha-me! Em breve, fofinhos, em breve...
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
A maior energia, é a minha!!!
Não sou diferente de ninguém. Quando o meu despertador toca às seis e picos também digo muitas asneiras e tenho vontade de fazer cair sobre ele um carrilhão de coisas passíveis de o destruir. Também tenho a tentação de me virar para o outro lado e decidir que nesse dia não vou para a faculdade. Hoje foi um dia assim, terrível. Ainda para mais com o tempo que estava quando abri a janela. Mas aquilo que me separa dos que ficam na cama, é mesmo uma força de vontade indescritível, para ir ao encontro das cadeiras fofinhas daquele laboratório, das amigas e professoras, que acabam por tornar "só mais um dia", num dia bom. E para melhorar, ainda me encho de coragem quando chego a casa para retomar as minhas corridas, que ainda há vestígios das pouquíssimas bolas de berlim e gelados que comi neste Verão. E há mais! Trezentos e cinquenta e sete livros em cima da secretária, novinhos e prontinhos a serem desfolhados e rabiscados e coiso. E a festa logo a noite, pois. Assumo, ainda só estou na terceira semana e já preciso de férias, mas está a ser extraordinário. Por tudo e por todos. Pode ser assim até chegar ao quarto ano? Vá lá, vá lá!
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Smart? Por alguma razão
Não senhores, não precisam de continuar a ser uns queridos e a buzinar a torto e a direito para me avisar que as luzes do meu carro ficaram acesas. Não precisam porque o meu carro é extraordinariamente inteligente e por um período de tempo mantém tudo ligado, diz o senhor que mo vendeu que era "para a menina ver o caminho até a porta de casa". É só isto. Tenho um carro fofo e lindo e que me facilita muito a vida.
domingo, 1 de setembro de 2013
O Verão ainda não acabou
O calor continua, os dias quentes e a praia ao final do dia, depois de um dia de trabalho junto de tantas pessoas de que se gosta também continuam. Um ritmo diferente que começa, mais apressado, mais exigente, mas que ainda assim traz tantas coisas boas, porque afinal de contas, o Verão ainda não acabou...
Um bom mês que começa, devagarinho, e que nos faz apaixonar um bocadinho mais por esta felicidade que nos acolhe.
sábado, 31 de agosto de 2013
Right?
Podemos errar uma, duas ou até três vezes. Erramos repetidamente para ter a certeza de que não estamos a seguir o caminho certo, ou pelo menos não aquele que delineámos para nós próprios. Erramos connosco, erramos com as pessoas que escolhemos para ter ao nosso lado, erramos em variadíssimas situações. Mas há-de chegar o dia em que simplesmente deixamos de o fazer. Optamos por um caminho diferente, sem grandes expectativas para evitar iguais desilusões. Um que nos sirva naquele momento exacto, porque é daquilo que precisamos. E talvez até nos surpreendamos, talvez até sejamos mais felizes do que algumas vezes imaginámos, só porque não houve planos, não houve regras. Houve apenas um olhar, um encruzilhar de emoções que não se conseguiram conter. E foi isso que aconteceu.
domingo, 25 de agosto de 2013
Pois
Saudade|au ou a-u|
(latim solitas, -atis, solidão)
(latim solitas, -atis, solidão)
s. f.
1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que alguém se vê privado.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
Como é que sobrevivi?
Ainda hoje não sei muito bem, mas as pessoas adaptam-se. Posso muito bem ser a princesa cá de casa num dia e, no outro, trocar a minha cama real por uma tenda real e acampar durante uns dias longe do mundo. Foi uma adaptação rápida e fácil. Quem é que não se habitua a acordar com o sol nascente às seis e pouco da manhã? Ou jantar sentada no chão com um pôr-do-sol estrondoso? Isso, aliado a excelentes companhias, noites do melhor, tornaram aquilo que eu pensava que ia ser um tormento, nos melhores seis dias do meu verão. É estar aliada de alma e coração à natureza que nos rodeia e às amigas (odeio-as tanto) aranhas. Mas não, não há nada melhor que a água fria parar tirar o sal de um dia quente de praia, e acordar às gargalhadas com os vizinhos a gritaram com as visitas de seis patas (é que para além de nojentas entram nas tendas sem pedir!). E foi o melhor do Sudoeste para mim. Isso e os amigos Natiruts, que me surpreenderam daqui até à lua. Mas que bem. Para o ano há mais!
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Venham mais 20, melhores ainda
É o tempo que passa sem darmos conta. São as coisas boas que surgem mesmo quando tudo à nossa volta parece o caos. É brilhar mais que toda a gente na noite que se aproxima, porque se é feliz. Muito feliz. É dar graças a Deus por tudo o que temos e que procuramos ter. Ser grato, ser feliz, contar com quem conta connosco. Dar um abraço forte, dar um beijo de despedida, dizer até já ou gostei muito de vos conhecer. É saber dar valor a um olhar escondido no meio da multidão. Dançar sozinha, abraçada, pôr os braços no ar porque temos tudo o que precisamos. Olhar para o céu e sorrir, olhar para o mar e sorrir, olhar para tudo e sorrir. Dar gargalhadas altas, sentir a água fria que cai sobre o corpo. Crescer, ver o mundo na palma da mão e agarrá-lo com força. Ainda são poucos, mas são bons. Ainda são só vinte, mas sabem a vinte mil. É tudo isto que se celebra. É o nascer, o crescer e o envelhecer. E eu gosto tanto assim.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Chegou
O melhor mês do ano. Por todas as razões e mais algumas. O Verão continua (sabe tão bem pensar que ainda tenho um mês inteirinho para aproveitar, depois de outros dois que foram excelentes), o festival mais aguardado está mesmo mesmo a chegar e... melhor, os vinte anos (vinte, vinte, vinte) estão perto de ser celebrados. Não podia estar mais feliz.
domingo, 21 de julho de 2013
E foi desta
Depois de tanto esforço, tantas horas sem dormir, ao relento, ao frio, ao sol, a derreter, depois de tanto correr para conquistar um lugar numa bela de uma primeira fila de um festival, já posso dizer que consegui. Já estive mais perto do que algum dia poderia imaginar. E não há fotografia que recorde, ou vídeo que grave aquele momento. Estava a centímetros quando o grande Jared saltou do palco e veio para junto do público. Que noite. Até Outubro. Que venha outro excelente espectáculo.
Yes, this is a fucking cult.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Um bom ano (que vai a meio)
O bom ano é que aquele que nos apresenta desafios, que esconde surpresas pouco agradáveis ao virar da esquina, que traz notícias que nos abalam, e que nos plantam mais fundo do que julgávamos ser possível. Os bons anos são aqueles em que choramos, desesperamos, sofremos. São aqueles em que temos que fazer mais esforços, lutar com mais força, dizer que não mais vezes, ser mais duros. Desistir, deixar para trás quando deixa de fazer sentido. Mas viver intensamente. Os bons anos são aqueles que nos mostram que a vida não é fácil, e que depois de tantos altos e baixos, triunfamos, e nos erguemos mais alto. São bons, porque chegamos ao fim do dia, ao fim da luta, e vencemos. E que caia sobre nós todo o mal do mundo, que continuará a não haver dúvidas: o nosso caminho é sempre em frente. Sempre juntos.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Dias de sorte
Parece que ontem tive um dia em cheio. Descobri que o meu carro maravilha trazia bónus: um CD do James Morrison no leitor. E que bom gosto tinham. Agradecida!
domingo, 14 de julho de 2013
Ó Verão
Gabo-me eu do prazer que nos dás, do calor que nos trazes e da felicidade que nos fazes sentir e é assim que retribuis? Com dias escuros, cinzentos e pouco simpáticos? É bom que te deixes de tretas. Sabes perfeitamente que não é isso que nos impede de fazer as mesmas festas, de mergulhar na mesma piscina e de aproveitar os dias até à última gota. Mas se mandasses vir o calor, eras o maior.
quarta-feira, 10 de julho de 2013
Avó
Chamas por mim. Chamas por mim e a tua voz ecoa através do vento até mim. Chamas por mim para partilharmos mais dos nossos momentos. Tenho uma saudade que me rói o peito quando penso em ti, que estás tão longe. Penso em ti e na paciência de santa que tens para me aturar, a mim e aos meus caprichos. Penso em ti com o carinho que sempre me retribuíste, como se fosse tua filha, para além de tua neta. E a saudade que dói quando penso que podes desaparecer a qualquer instante, sem pré-avisos, sem preparação, sem nada. E quero correr os tantos quilómetros que nos separam para partilhar mais noites de verão contigo, para rir à gargalhada com as nossas conversas, para te mostrar o quão importante és para mim. Nunca hás-de ler isto, mas eu sei que o sabes, no fundo do teu coração gigante. Podes estar longe demais, mas sei que me levas sempre contigo.
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Ouviram falar?
Ouviram falar nos dias quentes, na pele morena, nos fins de dia na praia, nas noites com o cabelo ao vento, nos cafés com amigas, nas noites com amigas, no cinema com amigas? É disto que o meu verão é feito. De calor, sol, de dormir destapada e sem jeito, de mergulhar no mar gelado depois de fazer exercício, de bolas de berlim. Do bom e do melhor que o nosso país lindo tem para nos oferecer. E já em breve parto para o Sul, para reviver a minha infância, que lá foi deixando memórias. E que bem que vai saber.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Acreditas?
Eu até que acredito no destino, em coisas que acontecem sem razão aparente ou por qualquer razão especial. Acredito porque gosto de acreditar, em todos os sentidos e circunstâncias. Mas também acredito muito em probabilidades, mesmo aquelas ínfimas. Acredito porque já ganhei dinheiro com as lotarias, ou até por já me ter cruzado com alguém onde nunca pensei que seria possível. Por isso acredito que nos tenhamos cruzado, não pelo destino, mas porque somos da mesma cidade e frequentamos os mesmos locais. Não me venhas cá com histórias que isto estava meant to be que eu não vou nessa conversa. E sabes porquê? Porque já deixei de acreditar.
domingo, 16 de junho de 2013
Surprise surprise
E quem não gosta de surpresas? Daquelas que nos deixam de boca aberta, e com o coração a mil porque fomos enganadas de uma forma inimaginável? Ora pois, tudo tem a sua graça, mas vamos lá com calma. Esta daqui deste lado também acha certa piada a surpresas, quando são bem feitas. Porque se é para fazer as coisas meio a brincar então não vale a pena, só dá trabalho e chateia uma pessoa. E estou com esta conversa porque as criaturas inteligentes e queridas cá de casa (leia-se pais) queriam muito ter sido bem sucedidas naquela que, digo já, podia ter sido a melhor surpresa que algum dia alguém me faria. Mas, claaaaro, não resultou. E porquê? Porque eu sou uma pessoa extremamente desconfiada, de tudo e de todos, e à mínima, pequeníssima e quase inexistente incongruência, ou ainda ao ligeiro tremor de voz ou piscar de olhos, eu fico tipo Sherlock Holmes. É verdade. Mas pior que isso, e nada discreto, é eu ver suas excelências a sair de casa no carro do pai, quando supostamente cada um estava no seu trabalho maravilhoso. Ui. Espera lá, não vi mal não. E segundos depois, eu que não espero por nada, faço uma chamada.
"Tou mãe! Então estás onde?"
"Ah estou aqui na reunião na escola"
"E foste a pé?" - Estava parada, de frente para o belo carro da minha querida mãe, estacionado à porta de casa.
"A pé? Não, vim de carro."
"Ah sim, então e porque é que eu o estou a ver aqui?"
"O meu carro????? (com voz teatral) ahhhhhh não pode ser, deve ser outro qualquer!"
"Está bem. Adeus". (não foi bem assim que respondi, mas também não interessa para nada)
E claro, em estado super alerta, a deitar fumo por todos os lados, fiz trinta por uma linha até que os queridos chegaram a casa e viram as minhas malas à porta, pronta para me ir embora. E sim, desmancharam-se em risos e eu feita tolinha sem compreender. E afinal era só um carro que me iam comprar.
E o que é que podem concluir daqui? Ou são estupendos a representar e a mentir e sei lá mais o quê ou então esqueçam. Comigo, surpresas, não. Entendidos?
Das coisas da vida
Não é só estar de férias. Não é só ter chegado ao fim do ano lectivo. Não é só isso e por outro lado é tudo isso. Mas para mim, sem querer ser mal interpretada, não é uma grande vitória chegar ao final do primeiro ano e ter umas férias de verão que se parecem com as que tinha quando andava na pré-primária. Não é, porque a minha grande vitória, aquela que doeu, que pesou, foi há um ano atrás, quando, depois de tanto batalhar e me esfolar no chão para ter grandes resultados, consegui o meu pequeno momento de descanso, que antecedia um segundo ano igualmente puxado. Há um ano, quando estava a começar o meu curso, o meu futuro, longe de tudo e de todos, aí sim, soube que era uma grande vitória, uma vitória como muitos nunca vão poder saborear. Aqui não. É só mais do mesmo, sem grande motivação e excesso de tempo livre que não me valeu de quase nada. Sem motivação, sem ver os meus bons resultados a serem reconhecidos, longe de uma vida que construí lá. Há um ano, se tivesse tomado outra decisão, estaria agora a ingressar para o terceiro ano, e não tarda a terminar. Mas fiz outra escolha e estou agora mais do que ansiosa para ir para o segundo ano. Não, não sou louca. Mas a sensação de estancar, parar, repetir, fazer tudo sem ser novidade, não é cá coisa que combine muito comigo. E é por isso que quero muito muito que o Verão seja excelente, mas que passe rapidinho!
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Dias grandes e grandes dias
No passado Domingo, acordei à espera de um dia normal, sem grandes desvios aos meus planos habituais. Mas não é que depois de uma bela manhã de estudo, de andar a pintar muros na casa de férias e de apanhar um belo de um sol, à vinda para Lisboa alguém naquela família teve a brilhante ideia de ir dar uma volta pela Feira do Livro, no Parque Eduardo VII. Diga-se de passagem que com o calor maravilhoso o pessoal decidiu sair todo da Costa e vir ver e ler umas coisas interessantes, portanto não estava lá mesmo ninguém. A parte boa veio depois, quando tive a honra de conhecer e receber um livro autografado pelo Luis Sepúlveda, e, depois de uns belos pares de minutos (talvez horas) à espera, quando me sentei à mesa com o meu estimado José Luís Peixoto, que me disse e escreveu umas quantas palavras amigas. Para surpresa minha, não pude ir embora sem ter duas boas notícias. A primeira, foi saber que a querida Margarida Fonseca Santos (que gere este sítio lindo lindo, onde costumo escrever) também se encontrava lá, para um dedo de conversa. Não hesitei e fui ao encontro de uma das pessoas que mais me tem estimulado a escrever, mesmo sem saber. A segunda boa notícia, foi ela que ma deu: uma das minhas pequenas histórias do blogue vai passar na Rádio SIM (102.2 FM) no dia 10 de Junho pelas 16h30. Não havia, de todo, maneira melhor de acabar o dia e o fim de semana. Pequenos pormenores que enchem o coração.
Para que conste
Estou oficialmente de férias, e com um simpático escaldão nas costas. Com o segundo semestre terminado (finalmente) já me posso lançar com unhas e dentes aos dias fantásticos (que ainda estão para vir) de praia, de piscina, à grande aventura de escrita, aos santos, às festas com as amigas e a um Verão longo, durante o qual vou restabelecer todas as minhas energias para continuar o segundo ano do curso. Siga! Não tarda estamos no Natal!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
E que venha uma grande noite
Aguardo uma noite maravilhosa, junto das amigas e amigos e espero, seriamente, que não a estragues, querida chuva!
Atentamente.
Eu.
domingo, 12 de maio de 2013
E está quase
Hoje consegui conciliar uma bela manhã de praia com uma bela tarde de estudo. E eu a pensar que não funcionava. E amanhã os belos vinte e nove graus vão alegrar muito o meu dia, mesmo que tenha que fazer um último esforço para uma última frequência. E está demasiado perto, o meu verão... meu querido verão.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
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Isto sou eu a morrer de desespero por ter estudado para Bioética como se não houvesse amanhã e a frequência era uma perfeita estupidez. E também sou eu a desesperar com o estudo de Investigação. A sério! Como é que se estuda para isto? Help! Preciso mesmo mesmo de férias...
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Parabéns Avó
Hoje é o teu dia. Tenho quase a certeza que não tens qualquer noção disso, o teu cérebro colapsa a cada dia que passa e ficas cada vez mais longe desta realidade, que também costumava ser a tua. Nós ainda cá estamos, apercebemo-nos e compreendemo-nos. Tu não. Mas hoje é o teu dia. Já passaram mais de oitenta anos, mas mesmo quando não vemos grandes e boas razões para festejar, porque não existem, não podemos deixar de aproveitar o dia da melhor maneira, seja qual for a circunstância ou idade. Hoje é o teu dia. E lá no fundo, bem no fundo, pode ser que ainda exista alguma força com vontade de brilhar.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Escrever mais
E a vocês, pessoas que escrevem, não vos acontece como a mim, que depois de andar a vasculhar no baú daquilo que escrevo, encontro pedaços perdidos de pequenos ou grandes textos, que quando os vou ler só penso, oh jesus, fui eu que escrevi isto? Não por estar mauzinho mauzinho, mas por até considerar que dava o início de uma bela história?
É nisso que vou apostar hoje. Encontrei este amigo e vou dar-lhe um bocadinho de vida.
O dia estava extraordinariamente quente.
Abri a janela do quarto, para que o sol entrasse, desinibido. Mas antes de sair
deixei-me ficar ali por momentos, a olhar o pouco de paz que ainda fazia parte
da minha vida. Sempre gostara daquela casa. Arejada e cheia de sol, não dava
vontade de coisa nenhuma a não ser ficar de manhã à noite sentada no baloiço a
apreciar as árvores e borboletas que se deixavam embalar pela delicia do tempo.
Era uma boa casa. Evocava tantas e tão boas memórias, a cada canto encontrava
uma história de embalar. Era uma casa que nunca perderia o seu brilho,
por muito longe que estivessem todas as suas razões para brilhar.
Ia ter saudades de tudo isto. Ia ter
saudades da roupa estendida de árvore a árvore, ia ter saudades do baloiço que já pertencera à infância da minha mãe, ia ter saudades de fugir das abelhas pelo
meio do mato e voltar a chorar porque me tinha cortado no meio das flores
campestres. Ia sentir saudades dos finais de tarde passados ao colo da minha
mãe, no meio de tanta vegetação a ouvir uma história de encantar.
Vou sentir saudades de tudo. Fechei a janela para que o quarto se
mantivesse fresco. Fechei a janela para manter presas naquela casa todas as
vidas que por ali se esfumaram.
Ai que delícia!!
Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum
Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente
Ai que saudade
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum
Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente
Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste
Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse"
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro
Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai se eu pudesse não cantar "ai se eu pudesse"
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro
Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Não me canso de dizer
Que é uma delícia, faz disparar o meu coração a mil e enche-me de felicidade receber um elogio aos meus trabalhos de escrita criativa, de uma escritora que admiro muito. Faz-me ganhar os dias, as noites e as semanas todas. É uma coisa tão simples, mas que me dá tanta coragem para continuar e ir mais longe. Obrigada, do fundo do coração.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
É o sol
Fazendo bem as contas, faltam uns modestos trinta dias para poder usufruir verdadeiramente deste Verão que já se fez notar. Já nem penso nos três trabalhos nem nas três frequências que faltam. Penso nos biquínis novos que tenho para estrear, nas férias com as amigas lindas do coração, no festival de verão que vai valer todos os cêntimos, na corrida colorida que vai ser estonteante, na festa maravilha dos vinte anos e nos milhares de planos que ainda estão para vir. Se fosse sempre assim, todos os anos lectivos, até era mais giro.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Pormenores
Esta semana (que terminou finalmente) tive a oportunidade de dar início a uma nova parte da minha vida. O voluntariado semanal, como sempre quis fazer: ter um compromisso, ter alguém que pode contar comigo e com a minha excessiva disponibilidade. Não era exactamente aquilo que projectava fazer mas quando temos uma oportunidade há que agarrá-la com força. O melhor há-de vir com o tempo. E foi o meu ponto alto da semana. Conheci pessoas novas, umas mais velhas, outras da mesma idade, umas que estavam ali em circunstâncias completamente diferentes das minhas mas gostei de sentir que todos trabalhávamos para um bem comum. E é gratificante ;)
O mundo é mesmo muito pequeno
Mas dentro desse seu tamanho de ervilha ainda me consegue enganar. Não é que acabo de descobrir que um dos meus melhores amigos de infância, daqueles que deixamos de ver mal saímos da escolinha, está agora na mesma Universidade que eu? E não, a Católica com o seu tamanho monstruoso nunca me permitiu que me cruzasse com ele. Ora diabos. Vamos já resolver isso!
terça-feira, 16 de abril de 2013
Ao post anterior
"Não é que tenha medo de morrer, só não quero lá estar quando acontecer!" Woody Allen
Está de morte! Ahahah
O negro num dia de sol
Quantas não são as vezes em que damos por nós, pela nossa cabeça, a vaguear por locais incertos, duvidosos, a propor realidades que ainda não aconteceram mas que um dia, certamente, irão acontecer? Quantas vezes não dou por mim a pensar na morte de quem me é mais próximo, a tentar vislumbrar o que ia sentir, o que ia ser capaz, ou não, de fazer, conseguiria seguir em frente, ficaria ou não presa ao passado. São pensamentos assombrosos que acho que ao pensar neles me torno cada vez mais apta e que quando realmente acontecer já vou estar preparada. Ah ah ah. Or not. Uma coisa é aquilo que pensamos, ou que achamos que pensamos. Tentar compreender a dor, a angústia, o vazio, a perda, não é como pensar nas próximas férias de verão. Não podemos treinar os nossos sentimentos para que doa menos, ou até para que sejamos capazes de não sentir, tão vividamente. Por um lado era bom que assim fosse, mas logo que penso nisto, repenso, para concluir que o despair faz parte do nosso processo de desenvolvimento, que é e vai sempre ser contínuo. O melhor é mesmo não pensar. Pelo menos enquanto podemos aproveitar e valorizar o que temos de bom. E que é muito.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Always wear your invisible ♛
Gosto muito mais, mas mil vezes, de quem não mostra tudo o que é nem dá tudo o que tem. Pessoas transparentes, que acham que isto da vida é uma ingenuidade e muito simples, perdem todo o pouco interesse que, possivelmente, teriam lá bem escondido. Gosto de quem dá luta, de quem ergue barreiras para que as possamos ultrapassar. Damos mais valor à relação e esforçamo-nos por merecer confiança. E pelo menos assim, sabendo que tenho amigas que partilham a minha opinião e personalidade, já não me sinto tão sozinha ;)
domingo, 14 de abril de 2013
A nós
Um brinde de Porto a nós, porque a cada dia que passa nos tornamos melhores juntas, grandes amigas mas sempre cada uma com a sua, que assim é que tem graça. Um brinde a nós por tudo aquilo que já foi e ao que demais virá, porque somos fortes, e vamos continuar a crescer a cada dia que passa. Um brinde a tudo aquilo que mais nos une, às demais semelhanças, que aprendemos a reparar, às diferenças, que tornam as nossas discussões tão fantásticas, às nossas noites, e dias e tardes de honestidade, em que não deixamos nada por dizer, a tudo aquilo que nos torna aquilo que os outros vêm, ou acham que vêm. Brindem, seja com o belo do Porto, com a vinhaça rasca, ou uma garrafinha de água. Mas brindemos, porque o amanhã vai lá estar à espera, e que bem que nos sabe enfrentá-lo de frente.
GG.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Porquê?
Expliquem-se só porque é que de repente cai tudo em cima de mim? Lembraram-se todos "ah, é Abril, 'bora meter conversa com a Inês". É que sinceramente, não há paciência para lidar com as vossas alminhas e com as vossas mil e uma personalidades-que-precisam-de-atenção. Deve-me ter escapado a parte do horóscopo em que disseram "vai conhecer muitas pessoas e algumas vão voltar do seu passado... e atenção, podem ser a sua alma gémea". Não. Menos. Muito menos.
Correr
Na semana passada, com a chuva torrencial de manhã, não fui correr. Ao final da tarde já estava um sol deslumbrante, mas disfarçado. Não quis nem saber. E claro, mal pus um pé na pista, o que aconteceu? Isso, chuva torrencial. Mas não parei. E nada me soube melhor em toda a semana, ainda por cima sei que é por um bem maior.
domingo, 7 de abril de 2013
Ler cautelosamente e com mente aberta
Há certas coisas que me tiram do sério. E depois há outras que me põe completamente fora de mim, nomeadamente este país! Já era incrivelmente perturbador saber como funcionava o nosso sistema de saúde, mas pior, e o que me choca ainda mais, é ver determinadas criaturas como esta tal fulana a que muitos chamam Exma Srª Dra. com que me cruzei hoje, a comportar-se como se o curso que tivesse tirado lhe conferisse alguma soberania, ou um belo de um pedestal, ou até que lhe desse o poder e, quiçá, legitimidade para agir com verdadeira arrogância e desprezo perante o doente que tem à frente e que, por acaso, era meu familiar. Já para não referir o pequeno pormenor de estar empregada numa das instituições privadas mais conceituadas de Lisboa. Queria lá ela saber o nome, ou qual tinha sido o diagnóstico anterior. O que ela gostou mesmo foi de ter a trombinha colada ao computador durante a consulta e criticar o outro serviço por ter administrado e receitado um antibiótico para tratar uma infecção renal. Qualquer indivíduo minimamente capaz, compreenderia que alguma coisa não estava a bater certo ali. E dar-se ao trabalho de fazer perguntas, fazer um exame físico, perguntar pela dor, ui e sujar as mãos? Deus me livre! Fica sentada na cadeirinha que aí é que estás bem! E a indignação de quando, por lapso e com a pressa de sair de casa, nos esquecemos de levar as análises? Caiu o Carmo e a Trindade àquela pobre senhora. Mas infelizmente e mais vergonhoso ainda são as figuras que os meus queridos colegas enfermeiros, Deus-queira-que-não-faça-estágio-com-gente-desta, na hora de dar a pica para tirar o sangue, o que eles mais queriam saber não era do objecto (leia-se pessoa) que lá estava sentada. Muito mais giro era a nova música da Pink com o gajo dos Fun e o não-acredito-que-não-ouviste-ainda-é-bué-fixe. Pode não ser o mundo ideal. Não é de todo. Mas também não é o mundo real. Há alguma coisa muito errada com toda a esta gente e de uma geração muito anterior à minha. As minhas queixas não vão mudar nada? Pois não, nem sequer vão sair deste modesto blog, mas é triste e apresento aqui as minhas lamentações de que quem esteja à frente dos nossos hospitais, dos nossos serviços de saúde, a cuidar da nossa sociedade, sejam pessoas medíocres e incompetentes como estas.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Estudar tem destas coisas
Madeleine Leininger, uma famosa teórica de Enfermagem, define pessoa como o ser cultural que sobreviveu ao tempo e ao espaço. E eu a pensar que ser pessoa era mais que isto.
terça-feira, 2 de abril de 2013
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Abril
Venham as águas mil, uma pessoa até que já se habitou. Venha o dia das mentiras. Venham as frequências e os trabalhos. Venha o ter que ir para a faculdade todos os dias. Venha o que vier. Mas por favor, que venha também mais tempo para a escrita e para o piano, que venha o voluntariado e uma bela de uma viagem ao norte de Portugal, e um part-time, já agora. E bons momentos. Daqueles que nos fazem suspirar quando chegamos ao fim do dia. Tenham um bom mês.
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