Aquela sensação de conforto, de reencontro, de prazer aliciante com as letras que nos consomem a cada frase que lemos... A vontade de sentir, de apertar com força a capa de um livro, de agarrar a história como se fossemos nós no primeiro plano... A necessidade de chorar, de gritar, de nos elevarmos nas nossas próprias fantasias, como se fossemos crianças a querer voar... É o que eu sinto (ou o que penso que sinto) quando leio. E quando reproduzo e leio para mim. É o prazer e a vontade de escrever que me fazem querer mais e mais da vida.
domingo, 7 de novembro de 2010
Branco
Preciso de reencontrar a simplicidade, voltar a encontrar a vontade de não ter de pensar em nada. Preciso do branco. Do preto no branco, sem margens de erro que me façam cair para o abismo. Branco. Preto.
Quero certezas. Quero saber fazer a escolha certa sem ter que escolher a errada sempre em primeiro lugar. É o sentir verdadeiramente que me trás de volta ao meu mundo, à minha realidade. Quero o branco. Quero a neve e o calmo. Quero o frio e a luz. De volta. Para sempre. Cansei-me do arco-íris. É falso, abstracto. Diz-nos pouco de muitas coisas. Quero o branco.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Melhores amigos
Os livros. Tal como o meu professor de Psicologia diz, "na maior parte das vezes, são os meus melhores amigos". Os meus também. Eu falo bastante com eles, e eles adoraaaam contar-me histórias. E melhor que tudo? Têm sempre razão. E não gritam, não tem expressões faciais, daquelas que tantas vezes nos magoam. Por mim vivia só com eles, para sempre... Mesmo com as desilusões que eles me possam dar, porque essas, comparadas com as que são reais, fazem-me rir. Desencanta-me, esta realidade. Prefiro o abstracto do mundo deles. Se pudesse escolher, não era aqui que eu vivia, mas sim ao pé das minhas personagens preferidas.
domingo, 31 de outubro de 2010
Indefinição
O tempo dói. E nós permanecemos retidos na ausência daquilo que nos marcou. O que podemos fazer quando o suspiro já não chega para nos fazer encher a alma de descanso? Virar as costas ao futuro e sorrirmos para as palmas das nossas mãos, cheias de nada. This is life.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Heaven
Hoje senti-me no céu, bem longe daqui. Bem perto do teu abraço quente e dos teus lábios, que me fizeram cativeira por uns longos dezasseis minutos. Nunca me tinha dado tanto a alguém como a ti. Nunca tinha roubado lágrimas de felicidade a ninguém como te roubei a ti. Nunca tinha sentido tanta felicidade num momento como senti hoje. Nunca tinha beijado uma pedra com significado, mas hoje, fi-lo.
Vejo mundos do meu mundo a desabar constantemente, coisas que simplesmente se deixam para trás. E cada vez mais me agarro a ti, com mais força. Só é preciso ser-se para estarmos a meio caminho do céu. Hoje, caminhei um passo mais na tua direcção.
É por ti e para ti.
domingo, 24 de outubro de 2010
Dias e Dias
Há sempre dias bons. Mas também há sempre dias maus. Dias em que deixamos sair todas as mágoas e todas as insatisfações. Hoje foi o meu dia. Foi a minha vez de mandar cá pra fora as frustrações que me atormentavam há meses. Que resoluções encontrei? Sinceramente, nenhumas. Mas pelo menos explodi num sítio onde não afecto ninguém. Desta vez, fui esperta. Hei-de encarar melhor novas situações que surgirem e ter mais paciência para aqueles que estiveram na causa disto. Mas não sei prometer que para a próxima a explosão não vai incidir precisamente em cima de vocês.
Be ready.
Be ready.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Esperança
Foi disto que se tratou. Um breve momento de esperança para mim e uma esperança de vida para ele. Criatura minúscula que teve a sorte de se cruzar com uma admiradora solidária de gatos. Eu sonho como as crianças, fá-lo-ei sempre.
"Mãe por favor deixa-me levá-la pra casa! Por favor!" Hoje, é uma siamesa obesa e maldisposta e anda a roçar-se na camas cá de casa e a apreciar o bem-bom de ter uma taça cheia de comida e dezenas de mantas fofas onde pode dormir... mas há 6 anos não passava de uma das mais de muitas que passam fome pelas ruas e miam sofregamente na esperança que alguém as leve para casa.
Ele é um desses. Queria que aquela pequena taça de comida que lhe dei passasse a ser diária. Queria torná-lo num gato fofo, lindo lindo lindo que dormisse comigo e me aturasse quando não houvesse mais ninguém para me ouvir. Eu queria tê-lo trazido para casa. Mas há vezes em que chega a altura de assentar os pés no chão e ouvir um não. Eu acredito que há, para ai algures, mais almas caridosas como a minha, que vão salvar o meu fofinho.
p.s. na fotografia parece pouco simpático, mas para se ter deixado apanhar, ronronar enquanto come (deliciado!) e (tentar) miar cada vez que o chamam.. oh, imaginem lá a doçura.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
I want to
O toque quente de uma mão, uma onda gelada a vir contra o meu corpo despido, a areia fervente agarrada à minha pele, uns lábios com sabor a fruta, aquela mistura de perfumes que me punham tonta de tão doces que eram, o frio a gelar os meus ossos, o duche quente a trazer de novo a cor da pele... Sentir.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Speech(less)
A verdade, pura, aquela que demasiadas vezes chega aos outros através de mim... bateu à minha porta. Obrigada Verdade. Ainda bem que apareceste. Está definitivamente na altura de recomeçar. Obrigada às amigas, também. Às amigas, repito. As que mereceram todo o tempo para serem ouvidas, as que merecem o nome, as que me vão fazer continuar... as que sofreram em primeiro lugar. Prometo, hoje, aquilo que vocês já sabem.
A música diz tudo.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Hope for the hopeless
Eu sou diferente. Quando olho para um céu nublado vejo aquela mísera abertura que mostra um céu azul cheio de vontade de se expandir. Pouco me importo com todas as outras nuvens que tendem a provocar-me dores de cabeça. Talvez seja por isso que me desiludo, quando a manchinha azul acaba por findar.
Acontece o mesmo com as pessoas. Tal e qual. Criamos uma determinada imagem, de acordo com as interpretações feitas. Talvez sejam as minha interpretações a estar erradas. Talvez sejam as pessoas que mostram uma imagem errada... ou talvez sejam ambas. O que é certo é que chegou tudo a um ponto em que nada está bem. Objectivo? Perder tempo.
Conversas, conversas e mais conversas acabam por nos deixar no mesmo exacto lugar. Não é que eu ache que já não vale a pena, mas primeiro, uma pessoa começa a habituar-se a esse distanciamento, segundo, se um faz o esforço pelos dois acaba mesmo por não resultar.
Eu vou, mais uma vez, submeter-me a esta humilhação. Mas prometo que é a última.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Ontem e amanhã
O que é feito de todos aqueles que um dia estavam presentes? Não há tempo para dar resposta a estas questões. Quem está está, quem não está, pouco importa agora.
Em dias concretos, fico nostálgica e consigo encontrar em mim, algures, a força e coragem necessárias para pensar que não falta pouco para tudo isto acabar. Assim, num piscar de olhos, já tudo isso faz parte daquilo que foi. Olho para tudo o que se encontra à minha volta e tudo o que vejo se torna distante e inalcansável. Não há culpas nesta história. Há percalços, obstáculos que muitas vezes nos tornam indefesos, incapazes de os superar. E é apartir destes momentos de crise que olhamos para o céu, do fundo do poço, e contamos até dez. Se houver uma razão que faça tudo valer a pena, lutamos, resistimos. Caso contrário... deixamo-nos levar.
Façam valer a pena. Eu faço o esforço.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Run Faster
Tive um flashback... E por isso, hoje, ri à gargalhada!
Foi um dia no Verão, daqueles em que tinhamos que estar vestidas na praia por causa do frio. E num acto de pura infelicidade despi o meu vestido e tu a tua túnica. E tudo o vento levou...
Lembras-te? Andei de um lado para o outro na praia feita tonta à procura do meu adorado vestido... tu desataste a rir na minha cara quando a mim só me dava vontade de chorar que nem uma criançinha por ter perdido algo de muito valor. Depois de mais uma investida encontrei o fugitivo enrolado no meio de um monte de areia... E depois foi a corrida da minha vida.
"Não vamos conseguir Inês, esquece."
"Não és tao boa a Educação Física? Corre!"
Quem sabe que não se deve desistir, tem sempre razão! :D
Memórias que ficam cá bem guardadas
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Desapareçam
Conhecem aquele tipo de pessoas que gosta de viver a vida dos outros (a vida que eles próprios não têm)...? Eu, infelizmente, conheço demasiadas e começo a ficar farta. Uma coisa é chatearem e brincarem com uma pessoa. Outra, é envolverem tantas outras que nada têm a ver com o principal foco de interesse. O que é que eu posso fazer? O deprezo já não é suficiente. Vou começar a recorrer à violência.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Arte de Contemplação
Delicio-me cada vez que vejo a tua cara e o teu sorriso, tão idêntico ao de uma criança à beira de um novo mundo. Fazes o meu coração derreter-se quando me lanças aquele teu olhar... aquele, específico. E hoje, por razão alguma, lembrei-me de fixar o MEU olhar em ti, queria ver sem estar apenas a olhar. Queria sentir o reconhecimento dos teus olhos em mim. Ao invés disso, confrontas-me com o teu sorriso maravilhado uma vez mais. E esses teus olhos, o que me contam eles?
sábado, 25 de setembro de 2010
Agapó (em Grego)
"Eu vivo contigo num mundo intemporal onde não há pressas, onde não há paragens... Onde tudo se torna Eterno. Tudo"
Nunca me vou esquecer disto.
"Morri e renasci"
Já nem sei que dia foi. Nem me quero lembrar. A dor que suporto hoje, apesar de desvanescida, ainda consegue ser suficiente para me relembrar, até morrer, o que aconteceu.
Estava tudo trocado. Não percebeste nada de nada e depois o que fazes? Desistes.
"If you give up, what am I suppose to do?"
Discussões todos temos, sabes? Nunca uma tão banal, como esta, te deveria ter levado a pensar que não servias para mim. Sempre te pedi que nunca desistisses de nós, que olhasses sempre para trás e visses o que ao longo de tantos meses fomos contruindo. Queria que te tivesses lembrado que sem ti, melhor, nunca ficaria. Era em ti que me apoiava. Eras o meu Cais. Continuas a sê-lo. Mas aquela tu indecisão desfez-me em mil cacos. Ruí. Já não havia nenhum abraço caloroso daqueles que me davas quando nos viamos, já não havia nenhum ombro onde me agarrava com unhas e dentes quando alguma coisa corria mal. Já não havia esforço para se fazer. Já não havia nada. E no entanto, continuava a existir tudo. Toda a nossa vida em conjunto... todos os dias que ficaram para trás... permanecia tudo intacto e intocável. Como poderia eu ter coragem para continuar a olhar para tudo isso sem me querer mandar para o chão e berrar até ficar sem voz para que voltasse para mim, para que parasses de ser idiota e percebesses que eu sem ti já não era nada?
Queria ter tido a força e a coragem para te ligar e começar com os meus mil e um argumentos que te levariam a ficar comigo para sempre... mas a única força que eu tinha estava concentrada na minha cabeça, para não fazer asneiras.
O renascer veio depois... com o amanhacer.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Miss
Fico com saudades dos dias em que podia ver este por-do-sol, sempre que me sentava naquela cadeira, a aproveitar os últimos sopros do dia. Volta para mim, Alentejo. Volta e trás me de volta aquela paz entediante com que me deliciava a toda a hora.
domingo, 19 de setembro de 2010
breaking dawn
Todos os dias acordo a pensar quando chegará o dia em que tu vais estar a ocupar o espaço vazio que encontro de manhã, quando os primeiros rasgos de sol irrompem pela minha janela.Deixa esse dia chegar e prometo que passo o dia todo na cama abraçada a ti, para ter a certeza de que não é mais um dos meus adorados sonhos a fazerem trocadilhos com a minha realidade traiçoeira.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
tudo
É a diferença entre nós. Nem é preciso ir mais longe. É suficiente a ilusão que nos separa, a minha vontade de voar e a vossa (estável) situação: a de quem quer ficar no mesmo lugar até sempre, sem evoluir, sem abrir a mente ao que passa mesmo em frente dos olhos de todos. É a diferença. E a diferença acaba por unir-nos. Liga-me a vocês como se tivesse a responsabilidade de vos fazer ver que talvez haja mais para além daquilo que pensam existir. Talvez exista mais mundo para respirar, mais vida por fazer valer a pena. Mas nem sequer seguem conselhos não é? Gostam tanto da vossa pequena ideia de que a perfeição de tudo já vos pertence que não se dão ao mínimo esforço de pensar. Mais não posso fazer por vocês. Não se trata de vos deixar ou não para trás, mas a vida lá fora chama por mim, faz de mim uma das pérolas a sair da sua concha. Passo a passo fá-lo-ei e vocês continuarão sentados no chão com um sorriso vazio de contentação nas vossas caras. Sabem o que eu faço? Rio. Rio alto, mando gargalhadas por ver quão diferentes conseguimos ser. E sabem o que acontece? As minhas gargalhadas ecoam na vossa mente oca. Mas ainda assim, sou capaz de adorar-vos... porque me disponibilizaram tantos momentos... momentos que me trouxeram aqui. Mas de uma vez por todas, tirei da minha consciência o peso de que vos devia alguma coisa por tudo o que (não) fizeram por mim. There's a way out for you. Eu acabei de seguir o vento. Agora, sou imparável.passo a passo
"I'm a mess, I'm a mess, I'm a mess... I'm breaking through this walls. But I'm not givin up"

'Será que os nossos sonhos se tornarão realidade?' Eu não vou fazer outra escolha a não ser a de ficar contigo. Há as tormentas, os erros e as vontades de berrar mas será que isso é suficiente para nos fazer acreditar que vale a pena destruir todas as memórias? Eu sei a resposta. E tu também sabes.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
regressar

depois de semanas afastada das tecnologias a que estou habituada cá por casa, chegou a altura de ter tudo de volta. mas, (in)felizmente, regressar significa também começar a despedir-me de muitas coisas e começar a habituar-me à monotonia de quem volta pra escola. que assim seja, mas que, por favor, passe tudo tao depressa como este verão. adeus às festas, praias e piscinas e às manhãs em que a cama nos prende a ela. Venha depressa o natal e o fim de ano em Londres, por favor.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Celeberidades
É tão bom ter actrizes conceituadas e interessantes a fazerem anos no mesmo dia que nós! Fazem-nos quase sentir mais inspiradas...




Mas depois, há também aqueles infortunados que me deixam deprimida!

To battle is the only way we feel alive
Uma vida sem luta, sem esforço, não merece ser vivida. E por muitas que tenham sido as vezes em que a luta não passou de uma conquista não alcançada há que continuar a arriscar... um dia, a vitória será nossa. E nada melhor do que o sabor do triunfo.

I wanna scream, it makes me feel alive.
sábado, 7 de agosto de 2010
"just go away..."
Tenho a gata mais linda do mundo, digam o que disserem. Mas a verdade é que a beleza não paga os estragos.
E foi nesta confusão e correrias atrás dela e do seu rasto de sangue que me apercebi da dimensão da coisa que me escapou pelos dedos. Não desisti. Não se trata disso. Foi apenas uma tomada de consciência. Pus os pés no chão e vi o quão difícil seria entrar para Medicina Veterinária. Devia ter acontecido isto lá pro 9º ano, para que eu me pudesse fazer o esforço que não fiz. Agora, a caminho do 12º, vejo vários percalços. Já tenho curso escolhido, mas prometo que vou tirar Medicina. Só porque me apetece. Não ajudo animais, ajudo pessoas. Às vezes conseguem ser bastante parecidos.
Recordações
Gargalhadas altas de quem ouviu uma miúda de três anos, depois da indicação de distribuição de almoço, dada por uma das hospedeiras num avião rumo a Cabo Verde, dizer para o pai (que estava alguns lugares depois): "Pai, vamos parar numa estação de serviço para almoçar?"
É o mal que faz meter crianças a viajar em aviões quando são tão novas...
Mas já passaram mais de 11 anos, e hoje, o único momento que me lembro, porque me continua a atormentar, é a porcaria do autoclismo dos aviões! E tudo graças a minha querida irmã, que fez o favor de carregar no botão enquanto eu, uma desgraçada miúda, ainda estava sentada! É traumatizante. Resumindo, odeio aviões. De todas as mais de 20 vezes que já entrei num, penso sempre para mim "É desta." e "Mãe, odeio aviões! Odeio!!!!"
Mas hei-de continuar a meter-me num, ano após ano, seja no Verão ou no Inverno... os destinos marcam as nossas vidas. E o meu destino, está prestes a chegar. Quando eu puser os meus pés, no avião que me vai levar até à Grécia, em Agosto de 2011, o meu destino ficará então marcado.

E o bom da vida é que são estas recordações que nos preenchem até não haver mais espaço para sorrisos.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
au revoir
A piscina espera-me, com um ar extremamente interessante.
Companheira predilecta, Juliet Marillier, no seu Sangue-do-Coração, não me vai deixar sair de lá tão cedo.
xoxo

Obsessão?
E pois que a primeira coisa que me lembro depois de acordar é do meu sonho... foi vago, é certo, mas sei perfeitamente que todo ele estava cheio de sapatos e mais sapatos! é uma loucura! Tenho que deixar de pesquisar por eles, tenho que deixar de me imaginar em cima de uns Manolo ou de uns Brian Atwook... mas, por favor, aquilo não são SÓ sapatos! E ao preço que são tornam-se umas autênticas relíquias!

E Sarah, querida, peço imensas desculpas, mas um dia assalto o teu closet, na enorme zona que tens só com sapatos... e esses Louboutin passam a ser meus!

Os primeiros, Brian Atwook, os segundos, Yves Saint Laurent.

E Sarah, querida, peço imensas desculpas, mas um dia assalto o teu closet, na enorme zona que tens só com sapatos... e esses Louboutin passam a ser meus!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010
little mermaid
Welcome back
Vale sempre a pena ignorar as tecnologias por horas a fio, ainda que nos despedace o coração, e dar a nossa inteira atenção àquele Sol radiante que connosco se depara. Melhor ainda, mergulhar na água gelada que constrasta com as temperaturas altas do nosso corpo. Let's breathe.

Engraçada é a atenção (e concentração) que fui desencantar para ler senhor Luís de Sttau Monteiro com o seu finalmente há luar!, com a voz bem erguida, bem debaixo do sol das 5h, numa praia onde a areia não se cola ao corpo. Fa
ntástico. Por favor, Verão, fica.
ntástico. Por favor, Verão, fica.All rights reverved to Stina H
Goodbye sunshine
Hoje foi uma manhã sem 'Bom dia'. Foi uma manhã sem bom dia, foi uma madrugada passada em claro, que me impedia de fechar os olhos para disfarçar o meu cansaço, não físico, mas psicológico.


Há dias assim.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Preciso de arranjar mais tempo. Só não sei onde.
Conciliar o meu verniz cor de rosa acabado de pintar, com os passeios de bicicleta, as dezenas de braçadas pra nadar, as saladas e outros tipos de refeições leves para manter os 48kg no sítio, e a paciência para aturar o meu cabelo dá mais trabalho do que eu pensava! Arranjar tempo no meio destas árduas tarefas, para ver os milhentos filmes atrasados que não vi em tempo de aulas para poupar tempo (perdido) para estudar, as dezenas de séries gravadas à ultima da hora e ler os livros! oh, os milhões de livros empilhados, por ordem de importância... não dá. E ainda, guardar uns minutos do tempo que já não existe para dar uma olhada no livro de psicologia... Será possível?
Para mim, Não.
Mas pra elas é...

terça-feira, 3 de agosto de 2010
Grow up
O mundo avança. Nós avançamos também, muitas vezes, mesmo sem saber. Sentimos que estamos parados, perdidos no tempo e, mesmo assim, continuamos em frente.
Eu percebi que era uma dessas pessoas que me deixava ficar parada a olhar à volta, a ver tudo a crescer, e eu ali, imóvel. Até que, sim, um dia, decidi fazer qualquer coisa. Qualquer coisa que me levasse ao sítio onde me encontro hoje. Com a ajuda de todos os que estão à minha volta, até daqueles que desapareceram a meio do caminho, eu consegui avançar. Mas essa ajuda foi ligeira, um passo, talvez. Todo o restante percurso que fiz para alcançar este lugar, sei bem que o fiz sozinha. Vocês continuam lá, sempre lá... mas como meros espectadores. Nenhum interfere naquele caminho que agora é meu. Não o fazem por não quererem. É mesmo porque eu não o permito. Este é meu. E foi duro, demasiado duro, não só pra mim como para os outros, seguir em frente nessa estrada. Eu fui dura. Fui dura, arrogante. Pouco me importei com o que muitos pensavam, é verdade. Mas só assim é que uma pessoa consegue resistir. É preciso sobreviver ao mundo que está do lado de lá da nossa concha. Sim, todos nós temos uma, e só em determinada altura decidimos sair dela. Eu saí da minha durante instantes, e quase me perdi. Quase. Mas resisti, e aquilo que consegui aprender ao longo de tanto tempo foi suficiente para me aguentar firme, sobre mim mesma. Muitas vezes é mais fácil resistir em frente das pessoas e depois, quando elas viram costas, desabar. Mas ser mais forte ainda implica o resistir em todos os momentos. Resistir a nós próprios. Se nos tornamos pessoas frias, sem sentimentos? Não. Aparentemente, para aqueles que não se aproximam, para aqueles que não se querem dar ao trabalho de conhecer, de investir demasiado do seu precioso tempo, investir demasiada dedicação em alguém ... sim, para esses vamos ser sempre pessoas horrorosas, que não sentem, que só querem saber delas próprias. Mas para os outros, para os que têm uma vida e que querem preencher essa vida, sendo capazes de dispensar tempo e dedicarem-se ao conhecimento de outra pessoa... aos olhos desses vamos ser sempre pessoas que se esforçaram para chegar mais longe... e aos olhos deles vamos ser reconhecidos por esse esforço, pela luta constante, na qual também eles participaram. E esses, não desistem de nós, tal como nós não desistimos deles quando nos apercebemos disso.
Mesmo quando estamos sozinhos, arranjamos forças, algures.
"take me by the hand take me somewhere new, i don't know who you are but i'm with you"
Eu tenho a minha. Comigo, bem minha. A Inês é a mesma, exactamente a mesma, só está um bocadinho, muito pequenino, mais crescida. Nem todos têm a mesma sorte.
Ah sim, é importante referir... It was hard, really hard. But I am here. I'm not hiding behind my shell anymore.

Take a deep breath.
Parabéns
Dignos são os dias importantes que nos enchem a alma. E quão grata fico eu por eles existirem. Não os dias, mas os amigos. Não daqueles que fogem, que se escondem, com os quais nem deviamos perder tempo. Mas aqueles amigos que nos fazem ficar acordados até à meia noite só para ter o prazer de poder mandar uma mensagem ou fazer um telefonema que, no fundo, não quer demonstrar que nos lembramos das pessoas mas que querem antes dizer... 'hey! eu estou aqui, seja para o que for, eu estou aqui'.
E foi tal e qual como te disse, Minha Querida, pouco me importa o ficar em primeiro ou em segundo. O importante é que eu estou lá. Não sou apenas mais uma daquelas que competem para ter sucesso numa amizade que é falsa. Não. Eu sou daquelas que está lá, presente, every moment. E sabes, melhor que ningém, que podes contar comigo.
E fico grata, demasiado até, por estares tu também presente, sempre que é preciso.
E é curioso, é realmente curioso a maneira como nos apercemos das coisas, o valor que damos a determinado sentimento numa altura. Uns desaparecem e parece que reavivam o gosto e carinho que tinhamos pelos que ficam. Tu ficas. Ficas sempre, porque eu não te deixo fugir.
E parabéns, outra vez. O dia é teu. Mas melhor ainda, parabéns pela pessoa que és, por teres coragem de por as mãos no fogo por uma pessoa. Parabéns por seres a pessoa mais interessante que eu conheço.
ahm??
Para quê esperar por determinada altura para voltar a escrever? Caí mais uma vez no enredo dos planos e coisas a seguir à risca. E, sinceramente, já chega. Para quê dificultar quando é tudo, mas tudo tão simples? Nenhuma razão à vista. "Ah queria começar a escrever dia tal porque era como se fosse um ciclo." --- O que é que se passa com a minha cabeça?
Só mesmo eu, para fazer planos até nas férias (minhas ricas férias!)... já bem basta os exagerados planos que fazemos quando estamos na escola, a seguir horários e a gerir (mal) o tempo. Parece que finalmente a lâmpada se acendeu sobre a minha cabeça e consegui chegar a um simples consenso comigo mesma. Primeiro, respirar. Depois, fazer o que me apetece e deixar de lado os post-it's que estão colados dentro da minha carregada agenda, a dizer o que fazer, as horas e tudo mais. Não, não, não. Mais não.
Se quero tomar uma decisão e auto-propor a escrita diaria... é só vontade. E dessa, tenho bastante.
Só mesmo eu, para fazer planos até nas férias (minhas ricas férias!)... já bem basta os exagerados planos que fazemos quando estamos na escola, a seguir horários e a gerir (mal) o tempo. Parece que finalmente a lâmpada se acendeu sobre a minha cabeça e consegui chegar a um simples consenso comigo mesma. Primeiro, respirar. Depois, fazer o que me apetece e deixar de lado os post-it's que estão colados dentro da minha carregada agenda, a dizer o que fazer, as horas e tudo mais. Não, não, não. Mais não.
Se quero tomar uma decisão e auto-propor a escrita diaria... é só vontade. E dessa, tenho bastante.
***
(Fim de um capítulo? hope so)
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Sorriso
Já Saramago disse, tão certo, que o Sorriso é uma manifestação de sabedoria profunda.
Estarei eu tão sábia assim, então?
Tu conheces o meu sorriso. E melhor ainda, conheces tudo o que nele está subentendido, não é meu amor?
"Porque sorris tanto assim?"
"Porque sou feliz"
És a minha razão. É por ti que demonstro a minha felicidade, não num sorriso, mas no sorriso.
Estarei eu tão sábia assim, então?
Tu conheces o meu sorriso. E melhor ainda, conheces tudo o que nele está subentendido, não é meu amor?
"Porque sorris tanto assim?"
"Porque sou feliz"
És a minha razão. É por ti que demonstro a minha felicidade, não num sorriso, mas no sorriso.
sábado, 10 de julho de 2010
Pequena flor

Colhi-te... tal como diz aquela música. Colhi-te e agora és minha. Vou estimar-te, vou amar-te como se fosses a coisa mais importante no meu mundo. E depois, vou adormecer todos os dias a olhar para ti. Deste modo, nunca vais morrer para mim, mesmo que seques e que fiques feia e estragada. Vou olhar para ti sempre da mesma maneira. Da mesma exacta maneira que olhei quando te vi pela primeira vez. Minha pequena flor. Agora és minha.
domingo, 13 de junho de 2010
ithurtsomuch

"Não fico triste, nem chateada, nem confusa, nem destruida... mas fico estranhamente abalada... com lágrimas nos olhos, sempre que (...) "
Eu também. Acontece exactamente a mesma coisa comigo. Não me perguntes porque razão. O que é certo é que eu não fiz parte desse teu passado e o que já está escrito ninguém pode mudar. E dói. Dói bastante saber que tanta felicidade te foi 'tirada', ou simplesmente desapareceu e que tu, ao quereres que regresse, tentas conjugar o que 'era' com o que 'é'. E isso para mim não resulta. Não. Dói. Imenso. Nunca te vou dizer para esqueceres. Mas não me peças tu a mim para me adequar a isso. Não vou.. não consigo.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Flashback
Por vezes escrevo coisas que não sinto. Tantas vezes que isso já aconteceu. Mas não é a isso que me quero referir. Não hoje. Hoje quero dar uma importância especial... ou melhor, quero dar a importância que tive medo de dar, às coisas verdadeiras. Àquilo que nos faz pensar que a vida, realmente, vale a pena. Tudo o que nos fez crescer, tudo o que nos acompanhou e ainda acompanha, naquela longa jornada (called life). Tu foste parte do passado. E és parte do meu presente. Hoje apercebi-me disso nos momentos em que fiquei, estupidamente, a olhar para aquele pacote de açucar que dizia "Um dia diz que me amas baby, e beija-me outra vez". E é só isto. Obrigada.
"For where I lay, it's you I keep"
Words @

Com palavras que não existem, sei amar-te. Sei olhar-te nos olhos e dizer coisas mesmo sem falar. Sei chegar mais perto de ti com todas as cartas que te escrevo, diariamente, repletas de palavras que muitas vezes não te sei dizer… palavras que são, maioritariamente, insubstituíveis e necessárias… palavras realmente verdadeiras, que representam na perfeição aquilo que eu sinto por ti, mas que ainda assim o descrevam de uma maneira muito pouco fiel.
Quero fazer parte de ti. Quero fazer parte de ti tal como as palavras fazem parte do tempo intemporal… Quero, tal como as palavras, perder-me (em ti) sem retorno. Quero deixar-me levar longe, contigo e por ti. Quero fugir com as palavras que deixei por dizer, porque há palavras que devem permanecer apenas palavras. Quero poder escrever, com palavras eternas, que te amo. Amar de verdade. Quero ser ‘tu e eu’ eternamente.
Um beijo sincero.
Quero fazer parte de ti. Quero fazer parte de ti tal como as palavras fazem parte do tempo intemporal… Quero, tal como as palavras, perder-me (em ti) sem retorno. Quero deixar-me levar longe, contigo e por ti. Quero fugir com as palavras que deixei por dizer, porque há palavras que devem permanecer apenas palavras. Quero poder escrever, com palavras eternas, que te amo. Amar de verdade. Quero ser ‘tu e eu’ eternamente.
Um beijo sincero.
terça-feira, 30 de março de 2010
Começo - long journey

Houve um crescimento. Um crescimento no sentido em que passei a ver tudo de uma maneira diferente ou simplesmente a ver. Mudou muita coisa, muita coisa mesmo. E era disto que eu precisava, de mudança. De novos desafios, embora muita gente diga que eu fujo deles, como se tivesse medo de enfrentar os obstáculos que se interpõem no caminho. E eu quero enfrentá-los. Não só a eles como a tudo o resto que estiver por trás. Jurei a mim mesma que ia pensar mais antes de agir e nem tenho outra coisa em mente senão isso. Vou pensar, repensar, adquirir todas as dúvidas que aparecerem. Vou questioná-las, vou enfrentá-las. Vou vencê-las, se não acontecer o contrário... porque sim, há dúvidas que nos levam a um caminho melhor, mais correcto. Hoje, sei que fiz muitas coisas sem pensar, agi no momento. Por isso, como ainda não é tarde (nunca é tarde), vou pensar no que já está feito. Se houver alguma coisa para alterar, altera-se. Com (muito) esforço. Mas ainda que tenham sido acções precipitadas, estão-me a fazer muito feliz, por isso duvido que tenha que haver alguma alteração. Um ajuste, talvez. Alteração, só para melhor... mas até isso é difícil :)
Ela vai mudar, seja de que maneira for, pra melhor. E vão ver que vão gostar tanto dela como gostavam dantes, porque há coisas que NUNCA mudam, sem dúvidas!
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















