quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Heaven

Hoje senti-me no céu, bem longe daqui. Bem perto do teu abraço quente e dos teus lábios, que me fizeram cativeira por uns longos dezasseis minutos. Nunca me tinha dado tanto a alguém como a ti. Nunca tinha roubado lágrimas de felicidade a ninguém como te roubei a ti. Nunca tinha sentido tanta felicidade num momento como senti hoje. Nunca tinha beijado uma pedra com significado, mas hoje, fi-lo.
Vejo mundos do meu mundo a desabar constantemente, coisas que simplesmente se deixam para trás. E cada vez mais me agarro a ti, com mais força. Só é preciso ser-se para estarmos a meio caminho do céu. Hoje, caminhei um passo mais na tua direcção.
É por ti e para ti.


domingo, 24 de outubro de 2010

Dias e Dias

Há sempre dias bons. Mas também há sempre dias maus. Dias em que deixamos sair todas as mágoas e todas as insatisfações. Hoje foi o meu dia. Foi  a minha vez de mandar cá pra fora as frustrações que me atormentavam há meses. Que resoluções encontrei? Sinceramente, nenhumas. Mas pelo menos explodi num sítio onde não afecto ninguém. Desta vez, fui esperta. Hei-de encarar melhor novas situações que surgirem e ter mais paciência para aqueles que estiveram na causa disto. Mas não sei prometer que para a próxima a explosão não vai incidir precisamente em cima de vocês.
Be ready.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Esperança

Foi disto que se tratou. Um breve momento de esperança para mim e uma esperança de vida para ele. Criatura minúscula que teve a sorte de se cruzar com uma admiradora solidária de gatos. Eu sonho como as crianças, fá-lo-ei sempre.
"Mãe por favor deixa-me levá-la pra casa! Por favor!" Hoje, é uma siamesa obesa e maldisposta e anda a roçar-se na camas cá de casa e a apreciar o bem-bom de ter uma taça cheia de comida e dezenas de mantas fofas onde pode dormir... mas há 6 anos não passava de uma das mais de muitas que passam fome pelas ruas e miam sofregamente na esperança que alguém as leve para casa.
Ele é um desses. Queria que aquela pequena taça de comida que lhe dei passasse a ser diária. Queria torná-lo num gato fofo, lindo lindo lindo que dormisse comigo e me aturasse quando não houvesse mais ninguém para me ouvir. Eu queria tê-lo trazido para casa. Mas há vezes em que chega a altura de assentar os pés no chão e ouvir um não. Eu acredito que há, para ai algures, mais almas caridosas como a minha, que vão salvar o meu fofinho.

p.s. na fotografia parece pouco simpático, mas para se ter deixado apanhar, ronronar enquanto come (deliciado!) e (tentar) miar cada vez que o chamam.. oh, imaginem lá a doçura.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

I want to

again

O toque quente de uma mão, uma onda gelada a vir contra o meu corpo despido, a areia fervente agarrada à minha pele, uns lábios com sabor a fruta, aquela mistura de perfumes que me punham tonta de tão doces que eram, o frio a gelar os meus ossos, o duche quente a trazer de novo a cor da pele... Sentir.

Só alguns

Compromissos... daqueles que valem a pena? Adoro!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Speech(less)

A verdade, pura, aquela que demasiadas vezes chega aos outros através de mim... bateu à minha porta. Obrigada Verdade. Ainda bem que apareceste. Está definitivamente na altura de recomeçar. Obrigada às amigas, também. Às amigas, repito. As que mereceram todo o tempo para serem ouvidas, as que merecem o nome, as que me vão fazer continuar... as que sofreram em primeiro lugar. Prometo, hoje, aquilo que vocês já sabem.


A música diz tudo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hope for the hopeless

Eu sou diferente. Quando olho para um céu nublado vejo aquela mísera abertura que mostra um céu azul cheio de vontade de se expandir. Pouco me importo com todas as outras nuvens que tendem a provocar-me dores de cabeça. Talvez seja por isso que me desiludo, quando a manchinha azul acaba por findar.
Acontece o mesmo com as pessoas. Tal e qual. Criamos uma determinada imagem, de acordo com as interpretações feitas. Talvez sejam as minha interpretações a estar erradas. Talvez sejam as pessoas que mostram uma imagem errada... ou talvez sejam ambas. O que é certo é que chegou tudo a um ponto em que nada está bem. Objectivo? Perder tempo.
Conversas, conversas e mais conversas acabam por nos deixar no mesmo exacto lugar. Não é que eu ache que já não vale a pena, mas primeiro, uma pessoa começa a habituar-se a esse distanciamento, segundo, se um faz o esforço pelos dois acaba mesmo por não resultar.
Eu vou, mais uma vez, submeter-me a esta humilhação. Mas prometo que é a última.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ontem e amanhã

O que é feito de todos aqueles que um dia estavam presentes? Não há tempo para dar resposta a estas questões. Quem está está, quem não está, pouco importa agora.
Em dias concretos, fico nostálgica e consigo encontrar em mim, algures, a força e coragem necessárias para pensar que não falta pouco para tudo isto acabar. Assim, num piscar de olhos, já tudo isso faz parte daquilo que foi. Olho para tudo o que se encontra à minha volta e tudo o que vejo se torna distante e inalcansável. Não há culpas nesta história. Há percalços, obstáculos que muitas vezes nos tornam indefesos, incapazes de os superar. E é apartir destes momentos de crise que olhamos para o céu, do fundo do poço, e contamos até dez. Se houver uma razão que faça tudo valer a pena, lutamos, resistimos. Caso contrário... deixamo-nos levar.


Façam valer a pena. Eu faço o esforço. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Run Faster

Tive um flashback... E por isso, hoje, ri à gargalhada!
Foi um dia no Verão, daqueles em que tinhamos que estar vestidas na praia por causa do frio. E num acto de pura infelicidade despi o meu vestido e tu a tua túnica. E tudo o vento levou...
Lembras-te? Andei de um lado para o outro na praia feita tonta à procura do meu adorado vestido... tu desataste a rir na minha cara quando a mim só me dava vontade de chorar que nem uma criançinha por ter perdido algo de muito valor. Depois de mais uma investida encontrei o fugitivo enrolado no meio de um monte de areia... E depois foi a corrida da minha vida.
"Não vamos conseguir Inês, esquece."
"Não és tao boa a Educação Física? Corre!"
Quem sabe  que não se deve desistir, tem sempre razão! :D
Memórias que ficam cá bem guardadas

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Desapareçam

Conhecem aquele tipo de pessoas que gosta de viver a vida dos outros (a vida que eles próprios não têm)...? Eu, infelizmente, conheço demasiadas e começo a ficar farta. Uma coisa é chatearem e brincarem com uma pessoa. Outra, é envolverem tantas outras que nada têm a ver com o principal foco de interesse. O que é que eu posso fazer? O deprezo já não é suficiente. Vou começar a recorrer à violência.


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Arte de Contemplação

Delicio-me cada vez que vejo a tua cara e o teu sorriso, tão idêntico ao de uma criança à beira de um novo mundo. Fazes o meu coração derreter-se quando me lanças aquele teu olhar... aquele, específico. E hoje, por razão alguma, lembrei-me de fixar o MEU olhar em ti, queria ver sem estar apenas a olhar. Queria sentir o reconhecimento dos teus olhos em mim. Ao invés disso, confrontas-me com o teu sorriso maravilhado uma vez mais. E esses teus olhos, o que me contam eles?



sábado, 25 de setembro de 2010

Agapó (em Grego)

"Eu vivo contigo num mundo intemporal onde não há pressas, onde não há paragens... Onde tudo se torna Eterno. Tudo"

Nunca me vou esquecer disto.

"Morri e renasci"

"Ines.. acabou (...) eu não sirvo para ti (...) não vale a pena."
Já nem sei que dia foi. Nem me quero lembrar. A dor que suporto hoje, apesar de desvanescida, ainda consegue ser suficiente para me relembrar, até morrer, o que aconteceu.
Estava tudo trocado. Não percebeste nada de nada e depois o que fazes? Desistes.
"If you give up, what am I suppose to do?"
Discussões todos temos, sabes? Nunca uma tão banal, como esta, te deveria ter levado a pensar que não servias para mim. Sempre te pedi que nunca desistisses de nós, que olhasses sempre para trás e visses o que ao longo de tantos meses fomos contruindo. Queria que te tivesses lembrado que sem ti, melhor, nunca ficaria. Era em ti que me apoiava. Eras o meu Cais. Continuas a sê-lo. Mas aquela tu indecisão desfez-me em mil cacos. Ruí. Já não havia nenhum abraço caloroso daqueles que me davas quando nos viamos, já não havia nenhum ombro onde me agarrava com unhas e dentes quando alguma coisa corria mal. Já não havia esforço para se fazer. Já não havia nada. E no entanto, continuava a existir tudo. Toda a nossa vida em conjunto... todos os dias que ficaram para trás... permanecia tudo intacto e intocável. Como poderia eu ter coragem para continuar a olhar para tudo isso sem me querer mandar para o chão e berrar até ficar sem voz para que voltasse para mim, para que parasses de ser idiota e percebesses que eu sem ti já não era nada?
Queria ter tido a força e a coragem para te ligar e começar com os meus mil e um argumentos que te levariam a ficar comigo para sempre... mas a única força que eu tinha estava concentrada na minha cabeça, para não fazer asneiras.
O renascer veio depois... com o amanhacer.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Miss


Fico com saudades dos dias em que podia ver este por-do-sol, sempre que me sentava naquela cadeira, a aproveitar os últimos sopros do dia. Volta para mim, Alentejo. Volta e trás me de volta aquela paz entediante com que me deliciava a toda a hora.

domingo, 19 de setembro de 2010

breaking dawn

Todos os dias acordo a pensar quando chegará o dia em que tu vais estar a ocupar o espaço vazio que encontro de manhã, quando os primeiros rasgos de sol irrompem pela minha janela.
Deixa esse dia chegar e prometo que passo o dia todo na cama abraçada a ti, para ter a certeza de que não é mais um dos meus adorados sonhos a fazerem trocadilhos com a minha realidade traiçoeira.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

tudo

É a diferença entre nós. Nem é preciso ir mais longe. É suficiente a ilusão que nos separa, a minha vontade de voar e a vossa (estável) situação: a de quem quer ficar no mesmo lugar até sempre, sem evoluir, sem abrir a mente ao que passa mesmo em frente dos olhos de todos. É a diferença. E a diferença acaba por unir-nos. Liga-me a vocês como se tivesse a responsabilidade de vos fazer ver que talvez haja mais para além daquilo que pensam existir. Talvez exista mais mundo para respirar, mais vida por fazer valer a pena. Mas nem sequer seguem conselhos não é? Gostam tanto da vossa pequena ideia de que a perfeição de tudo já vos pertence que não se dão ao mínimo esforço de pensar. Mais não posso fazer por vocês. Não se trata de vos deixar ou não para trás, mas a vida lá fora chama por mim, faz de mim uma das pérolas a sair da sua concha. Passo a passo fá-lo-ei e vocês continuarão sentados no chão com um sorriso vazio de contentação nas vossas caras. Sabem o que eu faço? Rio. Rio alto, mando gargalhadas por ver quão diferentes conseguimos ser. E sabem o que acontece? As minhas gargalhadas ecoam na vossa mente oca. Mas ainda assim, sou capaz de adorar-vos... porque me disponibilizaram tantos momentos... momentos que me trouxeram aqui. Mas de uma vez por todas, tirei da minha consciência o peso de que vos devia alguma coisa por tudo o que (não) fizeram por mim. There's a way out for you. Eu acabei de seguir o vento. Agora, sou imparável.

passo a passo

"I'm a mess, I'm a mess, I'm a mess... I'm breaking through this walls. But I'm not givin up"


'Será que os nossos sonhos se tornarão realidade?' Eu não vou fazer outra escolha a não ser a de ficar contigo. Há as tormentas, os erros e as vontades de berrar mas será que isso é suficiente para nos fazer acreditar que vale a pena destruir todas as memórias? Eu sei a resposta. E tu também sabes.

sábado, 11 de setembro de 2010

regressar


depois de semanas afastada das tecnologias a que estou habituada cá por casa, chegou a altura de ter tudo de volta. mas, (in)felizmente, regressar significa também começar a despedir-me de muitas coisas e começar a habituar-me à monotonia de quem volta pra escola. que assim seja, mas que, por favor, passe tudo tao depressa como este verão. adeus às festas, praias e piscinas e às manhãs em que a cama nos prende a ela. Venha depressa o natal e o fim de ano em Londres, por favor.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Celeberidades

É tão bom ter actrizes conceituadas e interessantes a fazerem anos no mesmo dia que nós! Fazem-nos quase sentir mais inspiradas...











Mas depois, há também aqueles infortunados que me deixam deprimida!


To battle is the only way we feel alive

Uma vida sem luta, sem esforço, não merece ser vivida. E por muitas que tenham sido as vezes em que a luta não passou de uma conquista não alcançada há que continuar a arriscar... um dia, a vitória será nossa. E nada melhor do que o sabor do triunfo.




I wanna scream, it makes me feel alive.

sábado, 7 de agosto de 2010

"just go away..."


Tenho a gata mais linda do mundo, digam o que disserem. Mas a verdade é que a beleza não paga os estragos.
E foi nesta confusão e correrias atrás dela e do seu rasto de sangue que me apercebi da dimensão da coisa que me escapou pelos dedos. Não desisti. Não se trata disso. Foi apenas uma tomada de consciência. Pus os pés no chão e vi o quão difícil seria entrar para Medicina Veterinária. Devia ter acontecido isto lá pro 9º ano, para que eu me pudesse fazer o esforço que não fiz. Agora, a caminho do 12º, vejo vários percalços. Já tenho curso escolhido, mas prometo que vou tirar Medicina. Só porque me apetece. Não ajudo animais, ajudo pessoas. Às vezes conseguem ser bastante parecidos.

Recordações

Gargalhadas altas de quem ouviu uma miúda de três anos, depois da indicação de distribuição de almoço, dada por uma das hospedeiras num avião rumo a Cabo Verde, dizer para o pai (que estava alguns lugares depois): "Pai, vamos parar numa estação de serviço para almoçar?"

É o mal que faz meter crianças a viajar em aviões quando são tão novas...

Mas já passaram mais de 11 anos, e hoje, o único momento que me lembro, porque me continua a atormentar, é a porcaria do autoclismo dos aviões! E tudo graças a minha querida irmã, que fez o favor de carregar no botão enquanto eu, uma desgraçada miúda, ainda estava sentada! É traumatizante. Resumindo, odeio aviões. De todas as mais de 20 vezes que já entrei num, penso sempre para mim "É desta." e "Mãe, odeio aviões! Odeio!!!!"

Mas hei-de continuar a meter-me num, ano após ano, seja no Verão ou no Inverno... os destinos marcam as nossas vidas. E o meu destino, está prestes a chegar. Quando eu puser os meus pés, no avião que me vai levar até à Grécia, em Agosto de 2011, o meu destino ficará então marcado.


E o bom da vida é que são estas recordações que nos preenchem até não haver mais espaço para sorrisos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

au revoir

A piscina espera-me, com um ar extremamente interessante.

Companheira predilecta, Juliet Marillier, no seu Sangue-do-Coração, não me vai deixar sair de lá tão cedo.
xoxo


Obsessão?

E pois que a primeira coisa que me lembro depois de acordar é do meu sonho... foi vago, é certo, mas sei perfeitamente que todo ele estava cheio de sapatos e mais sapatos! é uma loucura! Tenho que deixar de pesquisar por eles, tenho que deixar de me imaginar em cima de uns Manolo ou de uns Brian Atwook... mas, por favor, aquilo não são SÓ sapatos! E ao preço que são tornam-se umas autênticas relíquias!
Os primeiros, Brian Atwook, os segundos, Yves Saint Laurent.





E Sarah, querida, peço imensas desculpas, mas um dia assalto o teu closet, na enorme zona que tens só com sapatos... e esses Louboutin passam a ser meus!




quinta-feira, 5 de agosto de 2010

little mermaid



Cada vez que olho para este verniz lembro-me da Pequena Sereia, é inevitável.
By the way, é a minha segunda cor preferida... só pró alerta.

Welcome back


Vale sempre a pena ignorar as tecnologias por horas a fio, ainda que nos despedace o coração, e dar a nossa inteira atenção àquele Sol radiante que connosco se depara. Melhor ainda, mergulhar na água gelada que constrasta com as temperaturas altas do nosso corpo. Let's breathe.


Engraçada é a atenção (e concentração) que fui desencantar para ler senhor Luís de Sttau Monteiro com o seu finalmente há luar!, com a voz bem erguida, bem debaixo do sol das 5h, numa praia onde a areia não se cola ao corpo. Fantástico. Por favor, Verão, fica.




















All rights reverved to Stina H

Goodbye sunshine

Hoje foi uma manhã sem 'Bom dia'. Foi uma manhã sem bom dia, foi uma madrugada passada em claro, que me impedia de fechar os olhos para disfarçar o meu cansaço, não físico, mas psicológico.







Há dias assim.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Preciso de arranjar mais tempo. Só não sei onde.

Conciliar o meu verniz cor de rosa acabado de pintar, com os passeios de bicicleta, as dezenas de braçadas pra nadar, as saladas e outros tipos de refeições leves para manter os 48kg no sítio, e a paciência para aturar o meu cabelo dá mais trabalho do que eu pensava! Arranjar tempo no meio destas árduas tarefas, para ver os milhentos filmes atrasados que não vi em tempo de aulas para poupar tempo (perdido) para estudar, as dezenas de séries gravadas à ultima da hora e ler os livros! oh, os milhões de livros empilhados, por ordem de importância... não dá. E ainda, guardar uns minutos do tempo que já não existe para dar uma olhada no livro de psicologia... Será possível?
Para mim, Não.



Mas pra elas é...





terça-feira, 3 de agosto de 2010

Grow up

O mundo avança. Nós avançamos também, muitas vezes, mesmo sem saber. Sentimos que estamos parados, perdidos no tempo e, mesmo assim, continuamos em frente.

Eu percebi que era uma dessas pessoas que me deixava ficar parada a olhar à volta, a ver tudo a crescer, e eu ali, imóvel. Até que, sim, um dia, decidi fazer qualquer coisa. Qualquer coisa que me levasse ao sítio onde me encontro hoje. Com a ajuda de todos os que estão à minha volta, até daqueles que desapareceram a meio do caminho, eu consegui avançar. Mas essa ajuda foi ligeira, um passo, talvez. Todo o restante percurso que fiz para alcançar este lugar, sei bem que o fiz sozinha. Vocês continuam lá, sempre lá... mas como meros espectadores. Nenhum interfere naquele caminho que agora é meu. Não o fazem por não quererem. É mesmo porque eu não o permito. Este é meu. E foi duro, demasiado duro, não só pra mim como para os outros, seguir em frente nessa estrada. Eu fui dura. Fui dura, arrogante. Pouco me importei com o que muitos pensavam, é verdade. Mas só assim é que uma pessoa consegue resistir. É preciso sobreviver ao mundo que está do lado de lá da nossa concha. Sim, todos nós temos uma, e só em determinada altura decidimos sair dela. Eu saí da minha durante instantes, e quase me perdi. Quase. Mas resisti, e aquilo que consegui aprender ao longo de tanto tempo foi suficiente para me aguentar firme, sobre mim mesma. Muitas vezes é mais fácil resistir em frente das pessoas e depois, quando elas viram costas, desabar. Mas ser mais forte ainda implica o resistir em todos os momentos. Resistir a nós próprios. Se nos tornamos pessoas frias, sem sentimentos? Não. Aparentemente, para aqueles que não se aproximam, para aqueles que não se querem dar ao trabalho de conhecer, de investir demasiado do seu precioso tempo, investir demasiada dedicação em alguém ... sim, para esses vamos ser sempre pessoas horrorosas, que não sentem, que só querem saber delas próprias. Mas para os outros, para os que têm uma vida e que querem preencher essa vida, sendo capazes de dispensar tempo e dedicarem-se ao conhecimento de outra pessoa... aos olhos desses vamos ser sempre pessoas que se esforçaram para chegar mais longe... e aos olhos deles vamos ser reconhecidos por esse esforço, pela luta constante, na qual também eles participaram. E esses, não desistem de nós, tal como nós não desistimos deles quando nos apercebemos disso.


Mesmo quando estamos sozinhos, arranjamos forças, algures.

"take me by the hand take me somewhere new, i don't know who you are but i'm with you"

Eu tenho a minha. Comigo, bem minha. A Inês é a mesma, exactamente a mesma, só está um bocadinho, muito pequenino, mais crescida. Nem todos têm a mesma sorte.


Ah sim, é importante referir... It was hard, really hard. But I am here. I'm not hiding behind my shell anymore.

Take a deep breath.


Parabéns

Dignos são os dias importantes que nos enchem a alma. E quão grata fico eu por eles existirem. Não os dias, mas os amigos. Não daqueles que fogem, que se escondem, com os quais nem deviamos perder tempo. Mas aqueles amigos que nos fazem ficar acordados até à meia noite só para ter o prazer de poder mandar uma mensagem ou fazer um telefonema que, no fundo, não quer demonstrar que nos lembramos das pessoas mas que querem antes dizer... 'hey! eu estou aqui, seja para o que for, eu estou aqui'.

E foi tal e qual como te disse, Minha Querida, pouco me importa o ficar em primeiro ou em segundo. O importante é que eu estou lá. Não sou apenas mais uma daquelas que competem para ter sucesso numa amizade que é falsa. Não. Eu sou daquelas que está lá, presente, every moment. E sabes, melhor que ningém, que podes contar comigo.

E fico grata, demasiado até, por estares tu também presente, sempre que é preciso.

E é curioso, é realmente curioso a maneira como nos apercemos das coisas, o valor que damos a determinado sentimento numa altura. Uns desaparecem e parece que reavivam o gosto e carinho que tinhamos pelos que ficam. Tu ficas. Ficas sempre, porque eu não te deixo fugir.

E parabéns, outra vez. O dia é teu. Mas melhor ainda, parabéns pela pessoa que és, por teres coragem de por as mãos no fogo por uma pessoa. Parabéns por seres a pessoa mais interessante que eu conheço.

ahm??

Para quê esperar por determinada altura para voltar a escrever? Caí mais uma vez no enredo dos planos e coisas a seguir à risca. E, sinceramente, já chega. Para quê dificultar quando é tudo, mas tudo tão simples? Nenhuma razão à vista. "Ah queria começar a escrever dia tal porque era como se fosse um ciclo." --- O que é que se passa com a minha cabeça?
Só mesmo eu, para fazer planos até nas férias (minhas ricas férias!)... já bem basta os exagerados planos que fazemos quando estamos na escola, a seguir horários e a gerir (mal) o tempo. Parece que finalmente a lâmpada se acendeu sobre a minha cabeça e consegui chegar a um simples consenso comigo mesma. Primeiro, respirar. Depois, fazer o que me apetece e deixar de lado os post-it's que estão colados dentro da minha carregada agenda, a dizer o que fazer, as horas e tudo mais. Não, não, não. Mais não.
Se quero tomar uma decisão e auto-propor a escrita diaria... é só vontade. E dessa, tenho bastante.




***


(Fim de um capítulo? hope so)








sexta-feira, 30 de julho de 2010

Sorriso

Já Saramago disse, tão certo, que o Sorriso é uma manifestação de sabedoria profunda.

Estarei eu tão sábia assim, então?
Tu conheces o meu sorriso. E melhor ainda, conheces tudo o que nele está subentendido, não é meu amor?
"Porque sorris tanto assim?"
"Porque sou feliz"

És a minha razão. É por ti que demonstro a minha felicidade, não num sorriso, mas no sorriso.

sábado, 10 de julho de 2010

Pequena flor


Colhi-te... tal como diz aquela música. Colhi-te e agora és minha. Vou estimar-te, vou amar-te como se fosses a coisa mais importante no meu mundo. E depois, vou adormecer todos os dias a olhar para ti. Deste modo, nunca vais morrer para mim, mesmo que seques e que fiques feia e estragada. Vou olhar para ti sempre da mesma maneira. Da mesma exacta maneira que olhei quando te vi pela primeira vez. Minha pequena flor. Agora és minha.


domingo, 13 de junho de 2010

fly




one day, i'll fly away...


... with you @





Eu amo-te.
É sincero. Nada fácil de dizer. Mas a ti digo-te porque é real. É de mim para ti @ É nosso. Para sempre.

"Don't you run, don't you run"

"I'll fight for this love"

ithurtsomuch


"Não fico triste, nem chateada, nem confusa, nem destruida... mas fico estranhamente abalada... com lágrimas nos olhos, sempre que (...) "
Eu também. Acontece exactamente a mesma coisa comigo. Não me perguntes porque razão. O que é certo é que eu não fiz parte desse teu passado e o que já está escrito ninguém pode mudar. E dói. Dói bastante saber que tanta felicidade te foi 'tirada', ou simplesmente desapareceu e que tu, ao quereres que regresse, tentas conjugar o que 'era' com o que 'é'. E isso para mim não resulta. Não. Dói. Imenso. Nunca te vou dizer para esqueceres. Mas não me peças tu a mim para me adequar a isso. Não vou.. não consigo.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Flashback

Por vezes escrevo coisas que não sinto. Tantas vezes que isso já aconteceu. Mas não é a isso que me quero referir. Não hoje. Hoje quero dar uma importância especial... ou melhor, quero dar a importância que tive medo de dar, às coisas verdadeiras. Àquilo que nos faz pensar que a vida, realmente, vale a pena. Tudo o que nos fez crescer, tudo o que nos acompanhou e ainda acompanha, naquela longa jornada (called life). Tu foste parte do passado. E és parte do meu presente. Hoje apercebi-me disso nos momentos em que fiquei, estupidamente, a olhar para aquele pacote de açucar que dizia "Um dia diz que me amas baby, e beija-me outra vez". E é só isto. Obrigada.
"For where I lay, it's you I keep"

Words @


Com palavras que não existem, sei amar-te. Sei olhar-te nos olhos e dizer coisas mesmo sem falar. Sei chegar mais perto de ti com todas as cartas que te escrevo, diariamente, repletas de palavras que muitas vezes não te sei dizer… palavras que são, maioritariamente, insubstituíveis e necessárias… palavras realmente verdadeiras, que representam na perfeição aquilo que eu sinto por ti, mas que ainda assim o descrevam de uma maneira muito pouco fiel.
Quero fazer parte de ti. Quero fazer parte de ti tal como as palavras fazem parte do tempo intemporal… Quero, tal como as palavras, perder-me (em ti) sem retorno. Quero deixar-me levar longe, contigo e por ti. Quero fugir com as palavras que deixei por dizer, porque há palavras que devem permanecer apenas palavras. Quero poder escrever, com palavras eternas, que te amo. Amar de verdade. Quero ser ‘tu e eu’ eternamente.
Um beijo sincero.


terça-feira, 30 de março de 2010

Começo - long journey


Houve um crescimento. Um crescimento no sentido em que passei a ver tudo de uma maneira diferente ou simplesmente a ver. Mudou muita coisa, muita coisa mesmo. E era disto que eu precisava, de mudança. De novos desafios, embora muita gente diga que eu fujo deles, como se tivesse medo de enfrentar os obstáculos que se interpõem no caminho. E eu quero enfrentá-los. Não só a eles como a tudo o resto que estiver por trás. Jurei a mim mesma que ia pensar mais antes de agir e nem tenho outra coisa em mente senão isso. Vou pensar, repensar, adquirir todas as dúvidas que aparecerem. Vou questioná-las, vou enfrentá-las. Vou vencê-las, se não acontecer o contrário... porque sim, há dúvidas que nos levam a um caminho melhor, mais correcto. Hoje, sei que fiz muitas coisas sem pensar, agi no momento. Por isso, como ainda não é tarde (nunca é tarde), vou pensar no que já está feito. Se houver alguma coisa para alterar, altera-se. Com (muito) esforço. Mas ainda que tenham sido acções precipitadas, estão-me a fazer muito feliz, por isso duvido que tenha que haver alguma alteração. Um ajuste, talvez. Alteração, só para melhor... mas até isso é difícil :)

Ela vai mudar, seja de que maneira for, pra melhor. E vão ver que vão gostar tanto dela como gostavam dantes, porque há coisas que NUNCA mudam, sem dúvidas!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Turbilhão

"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, mas desistir daquilo que mais se ama. Eu desisti. Não por não ter coragem de lutar, mas sim por não ter mais condições para sofrer." B.M.
ainda não desisti. ainda.
às vezes a vida prega-nos rasteiras. faz-nos compreender que aquilo que pensávamos estar bem, na realidade, está um verdadeiro inferno. até pode ser uma frase feita, mas nunca pensamos que nos podia vir a acontecer a nós. a verdade é que quando acontece com os outros conseguimos olhar para tudo da maneira mais simples, resolver problemas como quem estala os dedos, arranjar soluções para coisas que, agora, custam a crer terem qualquer tipo de saída.foi ou é exactamente isso que me está a acontecer. parece um turbilhão que tende a arrastar cada vez mais coisas com ele. todos os dias mais um pedaço de (in)felicidade me é arrancada.há alturas em que ergo a cabeça e digo que vou ser capaz de superar, porque tenho quem me suporte, tenho o meu próprio muro ao meu lado. mas noutros momentos esse muro parece feito de areia e cada vez que me apoio nele, ele desfaz-se e deixa-me cair para junto do que estava a tentar esquecer. e aí recomeça, tudo de novo. bem sei que não sou nem a primeira nem a última a ter 'vida'. porque é realmente disso que se trata. não há coisas perfeitas. se houve, foram ilusões. fraudes autênticas. e é delas que eu não me consigo desprender. fui estúpida ao ponto de achar a minha vida um esplendor, ainda há pouco mais de 3 meses. agora, parece que estou no fundo de um poço, pronta para me deixar afogar, para ver se todos os problemas se dilatam. mas e depois? não tenho respostas e às vezes nem sei que perguntas faço a quem me quer ouvir. mas que custa, custa. tenho quem me oiça, quem me compreenda e até quem esteja a passar por coisas semelhantes. mas não há ninguém que seja capaz de me fazer esquecer o que estou a sentir neste momento. ninguém sabe, ninguém imagina sequer. e depois não sou só eu. são todos à minha volta, sofro com a dor das pessoas que me rodeiam e por quem eu tenho estima. sofro por mim, para mim. se fosse numa outra era, talvez resolvesse as minhas coisas à minha maneira. mas isso já não resulta. a dor já não é só psicológica nem física. é mais que isso, transcendente.e o pior de tudo, o pior, é o que diz uma amiga minha. temos que ter sempre uma merda de um sorriso na cara, temos sempre de levar as outras pessoas a pensar que estamos extraordinariamente bem, e que nunca estivemos melhor. somos falsas connosco e com quem está à nossa volta. à típica pergunta do 'então, tudo bem?' respondemos sempre com o melhor sorriso, 'sim, claro'... quando não passa tudo de uma mentira. é difícil ter reacção à volta de gente superficial que se preocupa com o mais banal possível, como uma camisa branca. o que é isto meu? a sério. uma pessoa é levada ao extremo, e as vezes rebenta, chora, implora por uma saída. mas depois fica sempre no mesmo turbilhão.
o que vamos fazer, de que maneira? Boa pergunta.
"LIFE SUCKS AND THEN YOU DIE" não é pra isto que eu cá estou.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Não é o fim


There isn't any chance I may change my mind, so we may be like ashes and wine @



Razões para lutar? Há imensas. Mas desta vez sou eu que não quero. Já por muitas outras ocasiões me lancei para muita coisa, só por saber que era o que tu precisavas, o que tu querias. Só por saber que era eu que te completava, que era eu quem tu precisavas, e ainda precisas. Mas não podemos ver para sempre as coisas dessa forma. Dei muito de mim por ti, acredita. Mas quem sabe, eu me tenha realmente apercebido que tu não aproveitavas nada disso da melhor maneira. E agora pergunto, preocupavas-te com a maneira como me sentia quando a conclusão ficava exposta? Não me parece. Por muito que custe, às vezes temos de ter a capacidade para dizer 'já chega'. "it's just a shame to let you walk away" - acredita. Ainda por cima ao saber que foi por ti que fiz e dei muito daquilo que não estava disposta a fazer e a dar por outro qualquer. Sem qualquer dúvida, sou tua. Hei-de sê-lo sempre, por razões óbvias. Mas é à minha maneira que isso vai acontecer. Acabaram-se as oportunidades. Acabaram-se as tentativas. Acabou. Ponto. É duro, eu sei. Mas como sabes, não é o fim. Parece que tenho um gosto particular em deixar coisas inacabadas, pra depois voltar atrás. Sou uma cobarde. E vai ser mais que óbvio que um dia fico agarrada às minhas próprias certezas, e então aí vou repensar tudo o que já pensei até agora. Mas por enquanto vou deixar-me andar. E é por não conseguir deixar nada finalizado que também tenho o luxo de aprender com os erros e 'sentir a falta das coisas, quando já não as tenho'. E isso no fundo, acaba por ser o pior de tudo. Querer por um fim numa coisa (preciosa), tentar, mas falhar. É pior que não fazê-lo sequer. Talvez se tivesse guardado dentro de mim todas as duvidas e incertezas me teria ficado a sentir melhor do que quando olhei para ti depois, com vontade de te ter de volta. É horrivelmente duro tentar não pensar em ti, em nós, no que já vivemos. "Can't you just let me be?". Mas é com tudo isto que, mais uma vez, nos consciencializamos que não foi um desperdício, não foram farsas o que vivemos.
São também todas as imagens, sons, sensações que ficam cá para sempre, trejeitos e sorrisos escondidos. Nunca te quero ver infeliz, tenho a certeza que sabes isso. Pensava que também irias querer isso para mim, ainda que saiba qual vai ser a tua resposta final. Adeus não digo, nunca. Só um até já para quem sabe e quer o mesmo que eu.

Amo-te.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Conta-me como foi


Como foi? Como costumava ser. Esplêndido. Não havia limites para nada nem para ninguém. Uma pessoa adaptava-se ao que quer que fosse, ao que tinha que se acostumar. A vida era o mesmo turbilhão de stresses e dramas por resolver, mas não passava disso. Era uma idade simples, sem ou com poucos complexos. Não havia entraves no meio das minhas decisões, às quais me atirava de cabeça sabendo que a única a sentir as vantagens ou desvantagens do que quer que fosse, era eu. Na primeira linha, estava só eu, nem havia outra opção. Idealizava, trabalhava e vangloriava-me. Era simples. Não tinha que partilhar nada com ninguém, nem dar justificações só porque sim. Era só EU, mais uma vez. Agora... agora não. Agora é diferente, e vai continuar a sê-lo, só porque me propus a isso. Só porque não fui capaz de continuar o mesmo caminho sozinha. E é por isso que tudo se torna como é: difícil. Quando antes pensávamos em fazer isto ou aquilo, agora temos de pensar, 'não, não posso fazer isto porque senão um outro alguém vai ficar desiludido'. E não pode ser, porque agora não penso só em mim, mas nos dois. Sim, claro, conversas de alguém muita invejoso e com demasiado orgulho, mas se calhar é mesmo isso que eu sou. E para além do mais, esta coisa de ter que pensar a dobrar, e não apenas uma vez, por mim e para mim, destrói uma alma sã. Não é nada convidativo e dá mesmo muitas dores de cabeça. Não sei e provavelmente nunca hei-de descobrir, mas será que somos os únicos, ou também a segunda metade se esfola e se crucifica por nós? Não sei mesmo. Se alguém me souber responder, óptimo. E por ter tantas dúvidas irritantes é que me fartei. Sinceramente, farto me de tudo muito rapidamente, mesmo que me tenham dado tudo aquilo que eu precisava na altura. Mas foi isso, uma altura. Fartei-me de ter que pensar num futuro em que ponho o 'nós' e não o 'eu' na linha da frente. Fartei-me de ter que criar opções que tornam os dois mundos (quase) perfeitos. E quase, porque o esforço depositado não valeu a pena. Foi uma luta sem objectivo, sem metas a alcançar. Uma luta por lutar, e não por querer vencer e perdurar com glória. E agora o que fazemos? Pensamos em deixar tudo para trás? Esse tudo que até nos valeu de muito? Não, somos sempre demasiado orgulhosos; por muita vontade que haja, foi a nossa vida, o nosso precioso tempo que demos para tirar frutos de uma árvore sem raízes. E isso é que não está correcto, para nenhum dos dois.

Durante muito tempo, fui eu. Só eu. Mas depois, também não passou a ser o 'nós'. Passou a ser o 'tu'. E com isso, fui esquecendo o que realmente queria e precisava para mim mesma. Liguei-me demasiado a um 'tu' que se calhar "wasn't worth it". E aquilo que deixamos para trás, quando realmente queremos desistir de algo, não é aquilo que construímos com essa pessoa e para essa pessoa, mas sim o que levámos uma vida inteira a construir sozinhos, para nós.

Foi isso que foi.


Texto idiota de uma pessoa idiota, mas 'sofredora'.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

you found me @

Ao longo da nossa vida somos forçados a várias coisas que mais tarde vamos entender que foram mais-valias. Mas umas coisa da qual não nos apercebemos é que ao longo desse mesmo trajecto, muitas vezes nos perdemos. Perdemo-nos para mais tarde nos encontrarmos, sempre com uma lição aprendida no meio. Mas melhor ainda que nos encontrarmos a nós próprios, é sermos encontrados por alguém. Por um alguém que vê mais fundo que nós e que nos devolve tudo aquilo que costumávamos ter, mas só que desta vez, mais completo. Um alguém que viu aquilo que nós mesmos não tivemos capacidade de ver ou simplesmente tapámos os olhos. E aí, chegado de lado nenhum, porque esteve sempre presente, esse alguém está pronto para nos "salvar" de novo. E foi assim. Cheguei a uma etapa do caminho em que me limitei a fingir que tudo à minha volta estava bem e que permanecia tudo perfeito. Mas como sempre, estava enganada e tu apareceste para me mostrar o caminho. Tarde? Não creio. Nunca é tarde para se ser salvo. E aqui estou eu. Aliás, aqui estamos nós, melhor que nunca.

'Lost and insecure, you found me, you found me...'